Maria Angélica Cruz da Rosa seus ancestrais e familiares

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Pais

Eneavós materno

Avós materno

Decavós materno

Avós paterno

11º avós materno

Bisavós materno

12º avós materno

Bisavós paterno

13º avós materno

Trisavós materno

14º avós materno

Trisavós paterno

15º avós materno

Tetravós materno

16º avós materno

Tetrevós paterno

17º avós materno

Pentavós materno

18º avós materno

Pentavós paterno

19º avós materno

Hexavós materno

20º avós materno

Heptavós materno

21º avós materno

Octavós materno

22º avós materno

Seus Irmãos

Tios paterno

Tios materno

Bibliografia

Pais

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Anna Alexandrina de Toledo Martins Cruz – acrescentou “Cruz” ao nome após seu casamento, (Ana Angélica da Graça Martins em outro documento). Nasceu em Santos, SP, no dia 26 de fevereiro de 1843 (1842 em São Vicente, SP outra fonte), e foi batizada em São Vicente, SP. Faleceu no dia 15 de maio de 1878 em Jundiahy, SP, segundo lápide em sua tumba (15 de maio de 1877 outra fonte).  Foi casada em 1857 com o Major (Coronel ao falecer) José Antonio (de Oliveira) da Cruz. José Antonio nasceu no dia 01 de agosto de 1834 em Jundiahy, e faleceu em São Paulo no dia 25 de novembro de 1910 com 76 anos de idade, sendo seu corpo transladado para a cidade de Jundiahy, e sepultado ao lado de sua esposa. Residiam na rua Rangel Pestana, na cidade de Jundiahy. Ele era fazendeiro. Tiveram 9 filhos.

Avós materno

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Pais de Anna Alexandrina de Toledo Martins Cruz
Alexandrina Angélica de Toledo Martins, acrescentou "Martins" ao nome após o casamento, foi batizada na Sé de São Paulo a 13 de maio de 1822 (Arquivo da Cúria Metropolitana de São Paulo - Batizados da Sé - Livro nº 3-2-9 - fls.90) e casada em Santa Efigênia a 5 de fevereiro de 1840 (Arquivo da Cúria Metropolitana de São Paulo - Casamentos de Santa Efigênia - Livro nº 5-2-35 - fls. 191v.) com o comendador santista Belchior Francisco da Graça Martins, nascido em Santos a 16 de julho de 1816.
Belchior e Alexandrina moravam em Cubatão em 1859, quando ele era administrador da Barreira (fronteira) naquele município, por nomeação de 28 de fevereiro de 1856. Nesse posto estava ainda no ano de 1861.
Foram co-proprietários do engenho de São Jorge dos Erasmos (hoje no município de Santos), fundado no século XVI.
Em 1859 a família se mudou para Santa Bárbara d'Oeste. Ali ele morreu no dia 29 de junho de 1887. Ela faleceu a 14 de junho de 1901, aos 84 anos de idade (Cemitério de Santa Bárbara d'Oeste - Livro de Sepultamentos - Livro 1º, fls. 56v.)
Deixaram casa em São Paulo (Largo de São Francisco), outras em Santa Bárbara (na rua chamada "do cap. Graça Martins"), outra em São Vicente (na rua do Imperador, antiga Rua Direita) e a chácara dos Machados, em Santa Bárbara.
Quando Alexandrina morreu, tinha também casa na rua Floriano Peixoto, em Santa Bárbara, 13 vacas e algum dinheiro.
Silva Leme listou na Genealogia Paulistana os descendentes do casal com os nomes fornecidos pela memória de um deles. Neste trabalho conservamos os sobrenomes nas formas em que aparecem nos inventários arquivados nos cartórios de Piracicaba, a cuja comarca Santa Bárbara pertencia.
                Tiveram 12 filhos (Cartório do Primeiro Ofício de Piracicaba - inventários de Belchior Francisco da Graça Martins e de Alexandrina Angélica de Toledo Martins.).
Vide relação dos 12 filhos na página de Maria Angélica Cruz da Rosa, como seus tios maternos, irmãos de sua mãe.

Avós paterno

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Paes de José Antonio (de Oliveira) da Cruz
Luis Antonio da Cruz (d’Almada) “Capitão” (Tenente Coronel), português e de Maria Jesuina (de Assis) de Oliveira Cruz falecida a 8 de novembro de 1891 com 84 anos de idade.

Irmão do avô: “Brigadeiro” Francisco Antônio D’Oliveira nascido em 11 de agosto de 1796 e faleceu em 09 de agosto de 1871.

Bisavós materno

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Pais de Belchior Francisco da Graça Martins
Francisco de Paula Martins “Sargento-mór”, nascido em Sorocaba, SP e morador em Santos, SP onde faleceu a 8 de outubro de 1816 com 38 anos de idade e Margarida da Graça (Cardoso) Martins. Ela nasceu em São Paulo a 27 de novembro de 1782 e foi para Santos com o marido, tendo falecido a 13 de julho de 1864 e foi sepultada em São Paulo, no cemitério da Consolação, rua 6 sepultura 14. (Arquivo Histórico Municipal Washington Luiz - Prefeitura do Município de São Paulo. Livro de Sepultamentos  - Livro nº 4 - fls. 36). Anos depois, seu neto Horácio levou seus restos mortais para Santa Bárbara d’Oeste, pois ela foi uma das fundadoras da cidade.
 Eram proprietários no sertão de Piracicaba (Santo Antonio da Constituição), onde erigiram engenho de açucar junto ao ribeirão que ficou conhecido como "dos Toledos". Lá existe hoje o bairro dos Toledos. O casal doou em 1818 terras para a ereção de capela à santa desse nome, núcleo da atual cidade de Santa Bárbara d'Oeste. 

Pais de Alexandrina Angélica de Toledo Martins
Luiza Engrácia de Toledo, batizada na Sé paulista a 25 de abril de 1805 (Arquivo da Cúria Metropolitana de São Paulo – Batizados da Sé – Livro nº 03-02-16 - fls. 58) e falecida aos 30 anos de sobreparto no dia 9 de maio de 1835. Foi sepultada na Ordem Terceira de São Francisco, SP. Casou-se no dia 4 de novembro de 1821 (Arquivo da Cúria Metropolitana de São Paulo – Casamentos da Sé – Livro nº 2-2-31 – fls. 127v) na casa do padre Manuel Francisco de Andrade com o Tenente Coronel Joaquim Floriano de Toledo, nascido em São Paulo a 9 de junho de 1794. Joaquim Floriano  (EGAS, Benjamin – “História dos Presidentes da Província de São Paulo” ) era alferes-mestre da primeira Cia de Ordenanças em 1811, quando vivia da arte de cirurgião. Morava com os pais e a tia Teresa Maria de Toledo. No ano de 1813, além de tenente-geral cirurgião, era escriturário da Real Junta de Governo. Moravam na rua São  Bento. No ano de 1821 o tenente era  Segundo Oficial da Secretaria do Governo. Entre 1823 e 1838 estava, ainda, secretário do Governo.
Em 1830 ele já era tenente-coronel e de 1830 a 1842 foi deputado da Assembléia Geral. Estava secretário do Governo em 1835 e juiz de orfãos suplente em exercício no ano de 1856. No período entre 1848 e 1867 foi Presidente e Vice Presidente da província.
No ano de 1873 era tesoureiro da Tesouraria da Fazenda, ocasião em que residia no Largo da Memória, número 30. Em 1875 Joaquim Floriano estava aposentado e aparece como Conselheiro nos documentos eleitorais.
Depois de viúvo, Joaquim Floriano se casou em 1838 com Ana Margarida da Graça Martins, irmã de seu genro Belchior.
Ele também deixou um casal de filhos naturais reconhecidos (Joaquim Floriano de Toledo Jr. e Benedita Carolina de Toledo).

Bisavós paterno

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Pais de Maria Jesuína (de Assis) de Oliveira Cruz
Policarpo José de Oliveira “Coronel”– São Paulo - Governador das Capitanias da Parnahyba e Anna Joaquina da Annunciação e sua segunda esposa era Gertrudes de Castro

Trisavós materno

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Pais de Luíza Engrácia de Toledo
Luís Antonio da Silva Freire (Departamento do Arquivo do Estado de São Paulo, Secretaria de Cultura, Esportes e Turismo – Coleção População - Censos de 1803 a 1843) foi batizado em São Paulo no dia 24 de abril de 1775 (Arquivo da Cúria Metropolitana de São Paulo, Habilitação Matrimonial nº 7-37-2887 - Luís Antonio da Silva Freire e Josefa Jesuina de Andrade) e teve como padrinho Dom Luís Antônio de Sousa Botelho e Mourão, o "Morgado de  Mateus" (título que a família Botelho e Mourão ostentava, pelos méritos de antepassados seus) e que era o Governador da Capitania de São Paulo entre 1765 e 1775.
 Luís Antonio faleceu aos 83 anos de idade a 12 de fevereiro de 1859 (Arquivo da Cúria Metropolitana de São Paulo – Óbitos da Santa Efigênia – Livro 5-3-33 – pag. 115. Além disso, Arquivo Histórico Municipal Washington Luiz - Prefeitura do Município de São Paulo - Inumações da Consolação – Livro 1 – fls. 39v). Casou-se no dia 7 de junho de 1803 (Arquivo da Cúria Metropolitana de São Paulo – Casamentos da Sé – Livro 1-2-17 – pag. 140v) na igreja Nossa Senhora. do Rosário dos Homens Pretos, em São Paulo, com Josefa Jesuina de Andrade, batizada em São Paulo a 2 de maio de 1780 (Arquivo da Cúria Metropolitana de São Paulo – Habilitação Matrimonial nº 7-37-2887 -  Luís Antonio da Silva Freire e Josefa Jesuina de Andrade) que faleceu aos 76 anos de vida, de hidropisia a 6 de dezembro de 1858 (Arquivo da Cúria Metropolitana de São Paulo – Óbitos da Santa Efigênia – Livro 5-3-33 – pag. 111. Além disso, Arquivo Histórico Municipal Washington Luiz - Prefeitura do Município de São Paulo - Livro de Inumações nº 1 da Consolação - fls. 24).

Nessa ocasião Luís Antonio já era funcionário bem estabelecido, exercendo o cargo de oficial da Contadoria.

Aos 9 de março de 1812 o inventário do pai de Luís Antonio ainda não fora encerrado. Nesse dia deveria ser apresentada a prestação de contas pelo testamenteiro, padre Antonio Benedito de Assunção Freire. O padre, contudo, falecera e dito inventário estava parado desde então. Convidadas diversas pessoas para completá-lo, todos se recusaram. O juiz de Órfãos nomeou Luís Antonio (no dia 12 de janeiro de 1805), para apresentar as contas dele em três dias. Por ser exíguo o prazo, ele pediu e obteve dilação para dois meses, em despacho de 26 de agosto de 1814. Decorrido esse período, como Luís Antonio não se apresentasse ao juiz, este mandou notificar o testamenteiro de que dispunha de mais vinte e quatro horas para fazê-lo. Luís Antonio, então, apresentou o balanço do inventário. Por esses anos o titular era tido como tenente (1812, batizado de seu filho João).

Entre 1805 e 1807, Luís Antonio viveu com o sogro na rua de São Bento. Em 1807 deixou lá a mulher e partiu, talvez em viagem.

Da rua São Bento se mudaram para a freguesia de Santa Efigênia. Em 1829 moravam na rua de Santa Efigênia (11º Quarteirão do bairro do mesmo nome), onde ficaram até morrer.

Ele era contador na Contadoria Geral de São Paulo. No ano seguinte estava trabalhando na Contadoria da Junta Administrativa, aposentando-se como inspetor de tesouraria em 1857.

O casal deixou gado, lavouras e escravos em sua parcela da Fazenda Rio Verde (herdada do pai do titular), em Pinheiros, às margens do rio desse nome.

Eram parentes do padre Antonio Lopes Cardoso, que legou seus bens a seus sobrinhos, filhos do casal. Tiveram 7 filhos: Maria Jesuina de Andrade, Teodoro Gomes Freire, Emídio Antonio da Silva, Fortunato Antonio da Silva, Manuel Gomes Camponês, Mafalda Cândida de Toledo e Luiza Engrácia de Toledo.
Pais de Joaquim Floriano de Toledo
Francisco de Paula Xavier de Toledo “Cirurgião-mor” nascido entre 1763 e 1766, tendo declarado ser viúvo, ter 52 anos e morador na Travessa do Colégio, no recenseamento de 1818 e Maria Teresa.
Pais de Margarida da Graça (Cardoso) Martins
Manuel José da Graça “Sargento-Mór” natural de Portugal e Ana Maria Cardoso natural de São Paulo
Pais de Francisco de Paula Martins
Angela Ferreira Prestes casada em 1779 em Sorocaba e Manoel Martins dos Santos Rego licenciado  “Cirurgião-Mór do Iguatemi” natural de São Martinho de Sedofeita, Porto, Portugal. Tiveram 8 filhos: Maria das Dores Martins, Anna Prestes Martins, Comendador Antonio Martins dos Santos, Josepha Prestes Martins, Capitão Francisco de Paula Martins, Angelica Prestes Martins, Vicente Ferreira Martins e Gertrudes Miquelina Martins.

Trisavós paterno

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Pais de Policarpo José de Oliveira
Policarpo Joaquim de Oliveira “Coronel” nasceu em 30 de março de 1745 tendo se casado em 1761 em Santana do Parnaíba com Anna Ribeiro do Prado. Filha Rita Joaquina de Oliveira.

Tetravós materno

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Pais de Josefa Jesuina de Andrade
Domingos Francisco de Andrade “Tenente” e Gertrudes Jacinta de Toledo.
Pais de Luís Antonio da Silva Freire

Clemente José Gomes Camponês foi batizado a 19 de janeiro de 1740 na freguesia de Nossa Senhora da Encarnação de Alcorim, em Lisboa (Portugal).

Foi criado (Arquivo da Cúria Metropolitana de São Paulo – Processo de Habilitação Matrimonial nº 4-84-640 - Domingos José Gomes Camponeses e Ana Maria da Purificação) na casa paterna (travessa Água de Flor), na capital portuguesa, até 1754, quando saiu em nau do guarda-costas como piloto praticante. Nesse ofício ficou por seis anos. Esteve duas vezes no Brasil. Na primeira viagem aportou em Salvador (BA), onde ficou alguns dias. Na segunda veio definitivamente, desembarcando no Rio de Janeiro.

Morou por três ou quatro anos na freguesia de Santa Rita, no Rio. Veio para São Paulo, onde se casou (Arquivo da Cúria Metropolitana de São Paulo – Casamentos da Sé – Livro 1-3-15 – pag. 262v e 263) a 11 de fevereiro de 1764 com Ana Maria da Purificação e Silva, exposta (pessoa que, ao nascer, foi abandonada pelos pais e acolhida em casa de outras pessoas) na casa de Isabel Pais e batizada em São Paulo, na Sé paulistana a 30 de janeiro de 1747 pela mãe de criação.

O casal morava (Departamento do Arquivo do Estado de São Paulo - Secretaria de Cultura, Esportes e Turismo - Coleção População - Censo de 1776 a 1805 ) em 1775 numa travessa da "rua para São Gonçalo", hoje sob as escadarias da Sé. Tinha sítio em Pinheiros, no qual meia dúzia de escravos plantava para o consumo da família.

Ele foi negociante, indo buscar mercadorias no Rio de Janeiro para vender em São Paulo.

Em 1772 o padre Salvador de Camargo Lima cobrou dele, na justiça, 17.775 réis e juros de mora por um crédito que fizera para o Camponês comprar o sítio de Pinheiros. (Departamento do Arquivo do Estado de São Paulo - Secretaria de Cultura, Esportes e Turismo - Coleção Autos Cíveis - Lata 156, nº de ordem 3589, nº 3270 - Ano 1772).

 

"Diz O Pe Salvador de Camargo Lima, que quer fazer citar a Clemente Jozê Gomes camponezes mor no trº desta Cide. em q' pede a coantia de 17775 Reis de mayor quantia com Consta de Sua obrigação inSerta no Recibo junto, pa. conhecimto de Seo Signal, e obrigação, epa todos os mais termos, e actos judiciais the final Snnca, e Sua execução Como para de Sehaver por Reconhecido a Sua Reveria, e Se aSignarem os des dias eSer condenado.

PaVmce lhe faça mce mar q' o Supdo Seja Citado pa o q' dto fica na forma Asima"

 

Em 1777 o sítio do casal foi visitado novamente pela justiça de Sua Majestade e o oficial arrestou bens para cobrir uma dívida de 402.624 réis, devida ao sargento-mor Manuel José Gomes (Departamento do Arquivo do Estado de São Paulo – Secretaria de Cultura, Esportes e Turismo – Coleção Auto Cíveis Lata nº 155 - nº de ordem 3558 - nº 3262 - Ano 1777).

 

"Mando aquaisquer officiais de justiça desta Cidade que perante mim Servirem que em observancia desta mandado indo por mim assignado na forma delle em Seu Cumprimento, Requeira a Clemente Joze Gomes Camponezes para que pague ao Sargento mor Manuel Joze Gomes aquantia de quatrocentos edois mil Seiscentos e vinte e quatro reis quelhe he adever Conforme Confessou em audiencia naqual ficou ..... dopreceito, e não pagando no termo premptorio de vinte e quatro horas Se fará penhora penhora (sic!) filhada (r)eal apreenção em beins que bastem para a Solução da Refferida quantia, epara as mais Custas que a(pa)recerem emthé Competente excueção (sic!); a que afim ocumprão: Dado epassado nesta Cidade de Sam Paulo aos 7 dias do mes de Fevereyro de 1777 annos -- eu João Baptista de Morais escrivão o escrevi -- Sales"

 

E nesse prazo, talvez dilatado por um fim de semana, Clemente José não pôde cumprir a sentença e os oficiais de justiça compareceram ao seu sítio para penhora de bens, passando o seguinte relatório:

 

"Anno do Nascimento de Nosso Senhor Jezus Christo de Mil e Cete Centos e Cetenta e Cete, aos dez dias do mez de fevereiro do dito anno Nesta Parajem chamada Bayrro dos Pinheiros em o citio âonde Exziste o Exzecutado Clemente Joze Gomes Campunez onde Eu escrivão âdiante numiado fui vindo Junto Com o Meirinho geral Vicente vieira dos Santos Caxoeira...".

 

Nessa visita dos oficiais de justiça, foi feito um levantamento dos bens do executado, a saber: dois cavalos, selas, dois arados, esporas com fivelas, martelos e escravos. Esses bens foram deixados com Bento Leme da Silva, constituído em fiel depositário, como consta do mesmo relatório:

 

"fes o dito Meirinho depozito dos Referidos beins eescravos em ...... e puder de Bento Leme da Silva oqual Recebeu e ce obrigou as Leis de fiel depuzitario Exceto morte e fuga e logo o dito Meirinho nutificou ao depuzitario para não despor dos Referidos beins Sem ordem da Justiça deste Juizo e para constar lavrei este auto em que Seâsignou odepuzitario Junto com o Meirinho. Eu Jozê Ribains (?) Bacellar escrivão das Exzecucoins que este escrevi"

 

Clemente era amicíssimo do Morgado de Mateus (Dom Luís Antônio de Souza Botelho e Mourão) que foi padrinho do filho mais velho do Camponês. Esse governador empregou o amigo na Fazenda, cargo no qual ele se aposentou como oficial.

No ano de 1794 o casal vivia em casa na rua Direita e em 1797 na rua do Padre Elias. Nessa casa Clemente José morreu, a 26 de julho de 1804. (Arquivo da Cúria Metropolitana de São Paulo – Óbitos da Sé - Livro 2-2-25 - fls 78v).

Homem de invulgar instrução. Fato raro em seu tempo, ele deixou uma pequena biblioteca de livros religiosos e jurídicos de autores portugueses (Tribunal de Justiça - Arquivo Judiciário - SP - 1804 - inventário de Clemente José Gomes Camponeses - Cartório do 1º Ofício - auto nº 2003, ano 1804. E também do Serviço de Documentação Textual e Iconográfica do Museu Paulista da USP - Museu do Ipiranga - Coleção João Aguirra, fichas de Clemente José Gomes Camponês), composta dos seguintes títulos: "Horas Marianas", "Arte da Gramática Portuguesa", "Prosódia Latina", "Dicionário Latino", "Compêndio de Honra Sensível", "Meditações de Santo Agostinho", "Entretenimento sobre a Religião Cristã", "Traslado das Obrigações das Pessoas do Mundo", "Espírito do Cristianismo", "Vida Cristã", "Obrigações Cristãs e Civis", "Carta de Guia para Casados", "Compêndio de História Sagrada", "Diálogos de História Sagrada".

Ana Maria vivia em 1805 com as filhas Gertrudes, Maria e Ana, numa chácara cuidada por oito escravos, onde plantavam para o gasto familiar (Departamento do Arquivo do Estado de São Paulo – Secretaria de Cultura, Esportes e Turismo – Coleção Juízo de Órfãos - ano 1805 - NO. 5346 - nº 6). Ela faleceu a 11 de junho de 1816.

Deixaram a fazenda de gado denominada Rio Verde, às margens do rio Pinheiros, um terreno entre o Rio Verde e a Água Branca, assim como casa na rua Direita.
Parece que viveram algum tempo no Rio de Janeiro, pois sua filha Felícia Vitória é dita natural daquela cidade.
Pais de 10 filhos:
Gertrudes Matilde, Felícia Vitória de Santa Ana, Salvador Francisco, Luís Antonio da Silva Freire, Antonio José Gomes, Jacinto, Maria Rita de Cássia, Ana Leocádia Robertina, José Manuel da Silva e Firmino.

Pais de Manuel José da Graça
Lucas Barroso Semblano de Magalhães e Benta Maria
Pais de Angela Ferreira Prestes
Gertrudes Ferreira falecida em 1771 casou-se em Sorocaba em 1760 com Caetano José Prestes (segunda esposa de Caetano) que foi juiz de orphãos de Sorocaba, SP, em 1775. Caetano casou-se três vezes.
Pais de Manoel Martins dos Santos Rego
João Martins dos Santos e Josefa (Josepha) Maria

Tetravós paterno

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Pais de Ana Ribeiro do Prado
José Ribeiro de Siqueira e Joana do Prado
Pais de Policarpo Joaquim de Oliveira
Balthazar Rodrigues Fam “Alferes” faleceu antes de 1767 em Santana do Parnaíba local onde casou-se em 1719 com Isabel da Rocha do Canto nascida em 1702 tendo falecido depois de 1767 em Parnaíba. Tiveram 6 filhos, todos nascidos em Parnaíba: Anna, Antonio, Maria Fam, Policarpo Joaquim de Oliveira, Bhaltazar Fam e Padre José Rodrigues  de Oliveira. O sobrenome Fam provavelmente tem origem na cidade de São Paio de Fam, Braga, Portugal. 

Pentavós materno

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Pais de Clemente José Gomes Camponês
Domingos Gomes Camponeses (nascido na cidade de Loulé) e Maria Rita Rodrigues (nascida no Faro) (Arquivo Nacional da Torre do Tombo – Livro nº 13 – Batizados da freguesia da Encarnação (Lisboa), fls. 93v.)

Pais de Gertrudes Ferreira
Lourenço Castanho Vidigal falecido em 1790 em Sorocaba foi casado com Josepha de Almeida falecida em 1786 em Sorocaba.

Pais de Caetano José Prestes
Caetano Prestes (João Baptista Prestes) natural de Santos e Felippa Rodrigues Carassa natural de São Paulo.

Pentavós paterno

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Pais de Balthazar Rodrigues Fam
Balthazar Rodrigues e Maria Benta nascida em Barcellos. Tiveram 2 filhos: Manoel Rodrigues Fam, tenente e Balthazar Rodrigues Fam. Tiveram 2 filhos: Manoel Rodrigues Fam - tenente e Balthazar Rodrigues Fam.

Pais de Isabel da Rocha Canto
Pedro da Rocha Canto e Archangela de Oliveira. Tiveram 1 filha Isabel da Rocha Canto.

Hexavós materno

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Pais de Filippa Rodrigues Carassa
José (João) Rodrigues Carassa e Anna Rodrigues de Oliveira (Siqueira)

Pais de Caetano Prestes (João Baptista Prestes)
João Baptista Prestes nascido em Lisboa e Theresa de Jesus

Pais de Josepha de Almeida
Gaspar Cubas Ferreira falecido em 1782 em Sorocaba, SP, casou-se em 1721 em Sorocaba com  Angela de Almeida Fogaça última filha de Sebastião Sutil de Oliveira e de sua terceira mulher.

Pais de Lourenço Castanho Vidigal
Branca de Almeida falecida em 1761 em Sorocaba, casou-se com Amaro Domingues Vidigal falecido em 1720, ambos eram naturais e casaram em Sorocaba, SP. Tiveram 10 filhos 

Heptavós materno

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Pais de Branca de Almeida
Thomé de Lara de Almeida, Capitão-mór de Sorocaba, e de sua primeira esposa Maria de Almeida Pimentel, filha única, foi batizada em 1648 em São Paulo. Eles casaram-se em São Paulo e passaram a residir em Sorocaba, SP. (Pedro Taques, Nob. Paulistana). Ele foi loco-tenente do donatário da capitania da Conceição de Itanhaém, o conde da ilha do Príncipe. Recebeu uma honrosa carta do rei dom Pedro, firmada por seu próprio punho. Foi cidadão de respeito, muito caritativo, e fugiu sempre de ocupar os cargos da república (Pedro Taques, Nob. Paulistana). Tiveram 11 filhos, todos naturais de Sorocaba. Casou-se uma segunda vez com Maria de Campos, viúva,  com quem teve 5 filhos.  

Pais de Amaro Domingues Vidigal
Braz Domingues Vidigal capitão, morador em Sorocaba onde ocupou o cargo de juiz de orfãos, e fez entradas no sertão. Foi casado com Izabel Pedroso.

Pais de Gaspar Cubas Ferreira
Gaspar Cubas Ferreira e Josepha de Oliveira, esta falecida em 1753 em Itú aos 80 anos de idade.

Pais de Angela de Almeida Fogaça
Sebastião Sutil de Oliveira casou-se em 1691, em Parnaíba, pela terceira vez, com Maria Fogaça de Almeida com quem teve sete filhos. Sebastião faleceu em Sorocaba em 1708. Ao todo, com as três mulheres, teve dezessete filhos.

Pais de Anna Rodrigues de Oliveira ( Siqueira)
João Rodrigues de Oliveira e Maria Nunes de Siqueira

Pais de José (João) Rodrigues Carassa
Maria de Carassa e Paulo Marques Castellão

Octavós materno

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Pais de Maria de Almeida Pimentel
Lucrecia Pedroso de Barros casada com Antonio de Almeida Pimentel, capitão, de conhecida nobreza pela qual teve em São Paulo e na Bahia grandes estimações. Natural de Portugal. Segundo refere Pedro Taques, Antonio Pimentel, enviuvando em 1648 de Lucrecia Pedroso (deixando sua única filha com um mês e meio de idade), passou para a cidade da Bahia onde casou pela segunda vez e deixou filhos com descendência ali muito conhecida pela sua qualidade. Da Bahia passou Antonio de Almeida Pimentel para o reino de Angola onde faleceu em 1653.

Pais de Thomé de Lara de Almeida
Lourenço Castanho Taques, natural de São Paulo,  capitão, casou em 1631 em São Paulo com Maria de Lara.

A seu respeito escreveu Pedro Taques:

"Este paulista se conservou sempre em São Paulo sem que o infeliz sucesso de seu irmão Pedro Taques, morto a falsa fé por Fernando de Camargo, o obrigasse a mudar-se como o fizeram seus irmãos, porque seu grande respeito e força de armas o prontificavam a pôr em cerco aos inimigos do partido contrário. Foi estabelecido na fazenda da Ribeira do Ypiranga que tinha sido de seu pai Pedro Taques; foi opulento em cabedais, com o que sustentou e conservou o respeito e o tratamenLote de terra inculto ou abandonado, que os reis de Portugal cediam a sesmeiros que se dispusessem a cultivá-lo:to de sua pessoa potentada. Em relação ao real serviço, deu sempre acreditadas provas de honrado vassalo, com liberal despesa da própria fazenda.

Em 1659 passou a São Paulo Salvador Correa de Sá e Benevides no cargo de administrador geral das minas de ouro e prata, e como governador das três capitanias : Rio de Janeiro, Espírito Santo e a de São Vicente e São Paulo por ordem de dom João IV.

Nessa ocasião recebeu Lourenço Castanho uma carta firmada pelo real punho, em que lhe recomendava desse ajuda e favor a Salvador Correa de Sá e Benevides para bem desempenhar-se na diligência a que era enviado, qual era a de descobrimento de ouro e de pedras preciosas, ao que correspondeu prontamente Lourenço Castanho.

Conservando-se em São Paulo para esse fim o governador Salvador Correa até 1661, aconteceu que na sua ausência do Rio de Janeiro em 1660, onde deixara como governador da praça a Thomé Correa de Alvarenga, como sargento-mór a Martim Correa Vasques, e provedor da fazenda real a Pedro de Sousa Pereira, praticaram os oficiais da câmara e povo do Rio de Janeiro um grave atentado, depondo do governo os ditos representantes que foram todos presos em uma fortaleza, e negando obediência ao governador Salvador Correa de Sá e Benevides. Este governador, ao ter notícia em São Paulo do ocorrido no Rio de Janeiro, e principalmente ao ver uma carta escrita pelos camaristas do Rio aos de São Paulo, em que faziam graves exprobações a sua pessoa como autor de tiranias e de mau governo, se dispôs a pôr-se em caminho para o Rio de Janeiro com o fim de sossegar o tumulto e castigar os culpados. Lourenço Castanho, vendo o perigo a que ia se expor o governador, juntamente com os paulistas da 1.ª nobreza lhe representaram, suplicando que não pusesse em tão evidente a sua vida e autoridade; o valor e constância do governador o levaram a não atender a essa rogativa, pelo que Lourenço Castanho resolveu-se a acompanhá-lo com força de armas até o Rio de Janeiro, mas nem este auxílio aceitou o governador. Então Lourenço Castanho lembrou-se de reunir a nobreza de São Paulo ao corpo do senado, e em número de 58 pessoas escreveram ao governador uma carta em nome de S. Majestade em que ponderavam a necessidade de aceitar as rogativas e conselhos dados. A esta carta respondeu o governador agradecendo aos paulistas o apoio que lhe prestavam; mas, não tendo mais serviço nesta banda do Sul, o seu dever o chamava a prestar serviço a S. Majestade, pelo que estava resolvido a voltar para o Rio de Janeiro a assumir a jurisdição real, para o que esperava encontrar o povo mais acomodado.

Lourenço Castanho Taques, desejando continuar os serviços ao rei, achando-se com muita prática do sertão onde tinha penetrado para conquistar o bárbaro gentio, no que adquiriu grande disciplina militar, tendo recebido um convite do príncipe regente Dom Pedro em 1674 para o descobrimento de ouro e prata, para cuja diligência tinha já partido Fernando Dias Paes no caráter de governador da gente de sua tropa, resolveu-se com seus cabedais e força de armas penetrar o sertão dos gentios Cataguazes; deixando a serventia vitalícia do ofício de órfãos, entrou para a conquista com patente de governador e conseguiu o 1.º conhecimento das minas, a princípio chamadas de Cataguazes, e mais tarde, estendendo-se o descobrimento em muitas léguas no mesmo sertão, chamadas Minas Gerais.

Faleceu em 1677 em avançada idade, depois de recolhido da conquista dos Cataguazes. Foi governador das minas do Caeté. Foi sepultado no jazigo do Carmo de São Paulo, onde jaziam as cinzas de seu pai Pedro Taques". Tiveram 10 filhos: Lourenço Castanho Taques, Padre Francisco de Almeida, Pedro Taques de Almeida, Thomé de Lara de Almeida, Diogo de Lara e Moraes, Antonio Almeida, José Pompeu de Almeida, Anna de Proença, Branca de Almeida e Maria de Almeida.

Pais de Josepha de Oliveira
Miguel Dias Bravo e Maria Mendes Furtado. (Título Furtados Cap. 10º)

Pais de Sebastião Sutil de Oliveira
João Sutil de Oliveira assassinado juntamente com sua mulher em 1652 pelos índios Guarulhos. Tinha se casado em 1647 com Maria Ribeiro. Teve 2 filhos: Izabel Sutil e Sebastião Sutil de Oliveira.

Pais de Maria Fogaça de Almeida
José Fogaça de Almeida e Izabel de Aguiar Mendonça. (Título Bicudos Cap. 1º parágrafo 5º nº 2-3, 3-12.)

Pais de Maria de Carassa
Margarida Rodrigues, natural de Crasto, Castella Velha, foi a primeira mulher de Pero de Carassa falecido em São Paulo, em 1652 com testamento.

Pais de Izabel Pedroso
João Moreira capitão casou-se em 1632 em São Paulo com Gregoria da Silva. Ele faleceu em 1691 com testamento em Cotia e sua mulher em 1700 em Santana de Parnaíba. Tiveram 11 filhos.

Pais de Braz Domingues Vidigal, capitão
Amaro Domingues, natural de São Paulo, faleceu em 1636 com testamento, foi casado com Catharina Ribeiro (irmã de André Mendes Ribeiro que foi casado com Izabel de Saavedra). Catharina, já viúva, requereu em 1638 juntamente com seu cunhado, uma sesmaria (lote de terra inculto ou abandonado, que os reis de Portugal cediam a sesmeiros que se dispusessem a cultivá-lo) em Santo Amaro, perto de São Paulo.

 Eneavós materno

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Pais de Lourenço Castanho Taques
Pedro Taques era natural de Setúbal, Portugal. Ele veio ao Brasil no caráter de secretário deste governo, em companhia de dom Francisco de Sousa, 7º Governador Geral em 1591. Esteve na Bahia até 1598, ano em que com dom Francisco de Sousa veio à São Paulo visitar as minas de ouro e ferro então descobertas por Affonso Sardinha.
Em São Paulo casou-se com Anna de Proença, natural dessa cidade. Deixando o cargo de secretário em 1602 com a retirada para o reino de dom Francisco de Sousa, serviu os honrosos cargos da república em São Paulo, até que em 1609, quando voltou do reino o dito dom Francisco de Sousa, recebeu deste a mercê do ofício de juiz dos órfãos da vila de São Paulo com caráter vitalício por provisão de 6 de junho de 1609. Faleceu Pedro Taques no dia 26 de outubro de 1644 deixando testamento. Tiveram 6 filhos: Pedro Taques de Almeida, Guilherme Pompeu de Almeida, Lourenço Castanho Taques, Sebastiana Taques, Marianna Pompeu e Antonio Pompeu de Almeida.

Pais de Maria de Lara
Dom Diogo de Lara natural de Zamôra, Freguesia de Santo Antonio e São Estevão, do reino de Castella a Velha, vindo a São Paulo nos primeiros anos do século 17º, faleceu no dia 18 de julho de 1661 casou com Magdalena Fernandes de Moraes que faleceu no dia 22 de outubro de 1665
- Dom Diogo de Lara viveu em São Paulo com grande estimação e respeito, que depois passou a uma geral e reverente veneração pelas suas grandes virtudes, tendo com elas merecido conseguir o caráter de varão santo. Tiveram 8 filhos: Joaquim de Lara Moraes, Mariano de Lara, João de Lara Moraes, Maria de Lara, Anna de Lara, Maria Pedroso, Izabel de Lara e Pedro de Lara.
Segundo refere Pedro Taques na sua Nobiliarchia Paulistana: "a alta qualidade e nobreza de sangue dos Laras foram provadas em autos de genere processados na cidade de Zamôra, do reino de Castella a Velha, no ano de 1704 perante dom Bartholomeu Gonzales de Valdevia, provisor e vigário geral do bispado da dita cidade, a requerimento do capitão-mór Pedro Taques de Almeida no ano de 1703 dirigido ao doutor Jorge da Silveira Souto-Maior, provisor e vigário geral do bispado do Rio de Janeiro.
Os autos originais deste processo foram remetidos aos 30 de Abril de 1704 para a câmara episcopal da cidade do Rio de Janeiro; e por eles obteve sentença de puritate sanguinis o habilitando o capitão-mór Pedro Taques de Almeida, neto materno do dito dom Diogo de Lara, f.º de dom Diogo Ordonhez de Lara. Estes autos passaram do Rio de Janeiro à câmara episcopal de S. Paulo em 1746 com a criação do bispado desta cidade sendo bispo dom Bernardo Rodrigues Nogueira.
As armas dos Laras são: em campo de prata duas caldeiras pretas postas em palas, com as bocas e asas guarnecidas de ouro. Assim se iluminaram no brasão das armas passado em 5 de Julho de 1707 ao capitão-mór Pedro Taques de Almeida, neto do dito dom Diogo de Lara".
(Título Laras, Volume 4º - Luiz Gonzaga da Silva Leme descreve esse assunto com riqueza de detalhes):

Pais de Maria Ribeiro
Francisco Bicudo de Siqueira e Maria Ribeiro. (Título Siqueiras Mendonças Cap. 4º, parágrafo 4º.

Pais de João Sutil de Oliveira
Izabel da Costa faleceu em avançada idade em 1690 com testamento em São Paulo, no estado de viúva de Francisco Sutil de Oliveira falecido em 1662, natural de Portugal.

Pais de Margarida Rodrigues
Antonio Rodrigues Velho faleceu em São Paulo em 1616 deixando testamento em que declarou ser cunhado de Francisco Jorge (casado com Izabel Rodrigues irmã de sua mulher) Joanna de Castilho, cunhado de Brigida Machado, e irmão de Francisco Rodrigues Velho, seu testamenteiro, de Garcia Rodrigues e do Padre Jorge Rodrigues e Joanna de Castilho (sua segunda mulher), falecida em 1631. Antonio foi casado pela primeira vez com Catarina Dias.

Pais de Pero de Carassa
Pero de Carassa, "o velho" e Catharina de Garai

Pais de Catharina Ribeiro
Braz Mendes
e Catharina Ribeiro

Pais de Amaro Domingues
Pedro Domingues e Clara Fernandes, portugueses, simples povoadores, sem nobreza conhecida e sem brasão de armas, porém, os seus descendentes se tornaram nobres pelos feitos e serviços à causa pública.

Pais de Gregoria da Silva
Cosme da Silva e Isabel Gonçalves

Pais de João Moreira, capitão
Pedro Álvares Cabral, governador, natural de Ilha de São Miguel, Açores, (Foi este Pedro Álvares Cabral, descendente da casa de "Belmonte" a qual pertenceu o Almirante de mesmo nome, descobridor do Brasil e governador da Capitania de São Vicente) casado com Suzana Moreira. Pedro foi o segundo marido de Suzana Moreira.

 Decavós materno

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Pais de Pedro Taques
Sobre a origem e nobreza desta família escreveu Pedro Taques o seguinte:

"Francisco Taques Pompeu, natural de Brabante, dos estados de Flandres (país contido numa estreita faixa entre a França, a Alemanha e os Países Baixos, um dos principais entrepostos de troca de mercadoria na Europa nos séculos X a XV), da nobilíssima família de seu apelido, passou a Portugal por causa do comércio, e fez assento na vila de Setubal, onde casou com Ignez Rodrigues, natural da mesma vila, e foram moradores na freguesia de São Julião. Isto consta dos autos de genere processados em 1696 na câmara patriarcal de Lisboa por parte de Pedro Taques de Almeida, em que depuseram as testemunhas Domingos Alvares de Paiva, moço da câmara de s. majestade, o Capitão Antonio Borges Ferreira, Francisco da Cruz Vieira e Antonio Nogueira Homem sobre a pureza e nobreza do sangue dos Taques Pompeus. Do matrimônio de Francisco Taques e Ignez Rodrigues ficaram 2 filhos: Francisca Taques e Pedro Taques.

Francisca Taques foi casada em vida de seus pais com Reinaldo João, fidalgo da Alemanha, pagem do real estandarte de el-rei dom Sebastião. Achando-se em Setubal teve este alemão umas diferenças com Fernão Velho, fidalgo da casa real, que tirou-lhe a vida, apesar do decreto real que à vítima assegurava a vida. Este crime foi cometido publicamente, de dia, em Setubal, pelo qual foi preso Fernão Velho e, depois de processado, degolado em cadafalso em Lisboa, esquartejado seu cadáver, e suas casas entulhadas de sal para eterna memória do caso. Por essa infelicidade não teve geração Francisca Taques."

Pais de Anna de Proença
Maria Castanho, (Título Almeidas Castanhos Capítulo 2º), natural de Monte-mór o Novo, casou-se em Santos pelos anos de 1564 a 1565 com Antonio de Proença, natural da vila de Belmonte, moço (fidalgo assentado nos livros do rei) da câmara do infante dom Luiz, senhor de Belmonte e duque da Guarda. Antonio de Proença foi notável pelo seu prestígio e serviços que prestou à causa pública; assim, quando Diogo Martim Cam, o magnata de alcunha, veio a São Paulo buscar socorro para penetrar o sertão da capitania do Espírito Santo em descobrimento de minas de ouro, prata e esmeraldas (e foi a 1ª tentativa deste gênero) foi o dito Antonio de Proença quem lhe fez todo o fornecimento, fazendo acompanhar a expedição seu filho Francisco de Proença com armas e escravos, tudo a sua custa. Francisco de Proença voltou para São Paulo em 1598 vindo da Bahia, para onde se recolhera depois de frustrados os esforços para os descobrimentos empreendidos.
Em 1599 foi Antonio de Proença nomeado capitão da gente de cavalo de São Paulo por provisão de dom Francisco de Sousa, que tendo vindo a São Paulo nesse ano, fez uma viagem à serra de Biraçoiaba, a visitar o estabelecimento de Affonso Sardinha.Foi também ouvidor e auditor da capitania de São Vicente com residência em São Paulo, para o que obteve provisão de licença em 1601. Em l602 foi nomeado capitão da vila de São Paulo, na ausência do capitão dela Diogo Arias de Aguirre, por provisão de dom Francisco de Sousa. Em 1582 foi juiz ordinário e de orfãos de São Paulo, e serviu por muitas vezes os honrosos cargos da república.
Em 1694 o capitão-mór Pedro Taques de Almeida provou com testemunhas e documentos perante o vigário da vara de São Paulo o doutor André Baruel a nobreza, qualidade e pureza de sangue de seu ter-avô Antonio Rodrigues de Almeida, cavaleiro fidalgo; bem como a qualidade, nobreza e pureza de sangue de seu bisavô Antonio de Proença, moço da câmara do infante dom Luiz e natural de Belmonte.
Nos autos de habilitação de genere do mesmo capitão-mór Pedro Taques de Almeida processados na vila de Belmonte Teixoso, bisp. da Guarda, à requisição do bispado do Rio de Janeiro, consta pelo depoimento de treze testemunhas que o dito Antonio de Proença se ausentara para o Brasil pelo crime de haver tirado de certo mosteiro uma religiosa; e por este sacrílego atentado fora preso no Castello e a freira recolhida ao cárcere de seu convento. Dali fugira em vida do infante dom Luiz e se recolheu ao Brasil.
Segundo Pedro Taques, as armas dos Proenças eram as seguintes: "O escudo partido em pala: na 1.ª em campo verde uma águia preta de duas cabeças armada de ouro; na 2.ª em campo azul cinco flores de liz de ouro em santor.
Assim se vêm iluminadas no brasão de armas que tirou o dito capitão-mór Pedro Taques em Lisboa a 5 de Julho 1707, sendo rei de armas Antonio de Aguiar, e escrivão da nobreza José Duarte Salvado, cavaleiro da casa real; e obteve sentença o dito Taques pelo dr. Gonçalo da Cunha Vilas Bôas, desembargador da casa da suplicação e corregedor com alçada nos feitos e causas cíveis da corte, e se acha registrado no arquivo da câmara de São Paulo, no livro grande que principia em 30 de Outubro de 1721".
Em São Paulo teve Antonio de Proença seu estabelecimento agrícola com terras de culturas e campos de criação na ribeira de Ityporanga, onde teve abundantes criações de gados vacuns, cavalares, suínos etc., e grandes searas de trigo, de cujos rendimentos fornecia o tratamento de sua casa. Faleceu com testamento em São Paulo em 1605, e teve de Maria Castanho 5 filhos seguintes: Francisco de Proença, Anna de Proença, Catharina de Almeida, Izabel de Proença, Maria de Almeida.

Pais de Magdalena Fernandes de Moraes
Pedro de Moraes de Antas e Leonor Pedroso, falecida em 1636 com testamento em São Paulo. Em 1600, depois do falecimento de seu pai, requereu Pedro de Moraes ao governador geral do estado Dom Francisco de Sousa, que lhe fossem guardados e cumpridos os privilégios, honras e liberdades que lhe competiam pelos instrumentos de seu defunto pai, e foi deferido numa provisão passada pelo dito governador reconhecida pelos tabeliães de São Paulo, Santos e São Vicente nesse mesmo ano; faleceu com testamento em 1644 em São Paulo. Tiveram: Magdalena Fernandes de Moraes, Capitão Pedro de Moraes Madureira, Paulo de Moraes, Paschoal de Moraes e Polycarpo de Moraes, e dois filhos naturais: Damião de Moraes e Beatriz Rodrigues.

Pais de Dom Diogo de Lara
Dom Diogo Ordonhez de Lara
natural de Zamôra, Freguesia de Santo Antonio e São Estevão, do reino de Castella a Velha.

Pais de Izabel da Costa
Ignez Camacho
faleceu com testamento em 1623 em São Paulo, casada pela segunda vez com João da Costa Lima (o Mirinhão de alcunha) falecido em 1639 com testamento. Tiveram 9 filhos desse segundo casamento. Com seu primeiro marido Francisco Teixeira falecido em 1594, tiveram 4 filhos.

Pais de Francisco Sutil de Oliveira
Francisco Sutil e Guiomar de Oliveira

Pais de Antonio Rodrigues Velho
Garcia Rodrigues
e Izabel Velho naturais do Porto, Portugal, por volta de 1540, com Martim Afonso de Souza, vieram à São Vicente, SP, trazendo em sua companhia filhos e filhas; entre os filhos veio o padre Garcia Rodrigues Velho que por sua importância e prestígio conseguiu para suas irmãs casamentos com pessoas da primeira nobreza em São Paulo. Garcia Rodrigues exerceu cargos em Santo André e em São Paulo. Participou nas primeiras lutas contra o gentio hostil no litoral e no interior. Faleceu em Santos, onde estava morando, em 1590. Tiveram 11 filhos: Maria Rodrigues, Isabel Velho, Domingos Rodrigues Velho, Padre Garcia Rodrigues Velho, Padre Gabriel Garcia, Padre Jorge Rodrigues, Francisco Rodrigues Velho, Antônio Rodrigues Velho, Mécia Rodrigues, Agostinha Rodrigues Velho e Isabel Rodrigues.

Pais de Joanna de Castilho
Francisco Martins Bonilha natural de Castela, cunhado do general Diogo Flores de Valdez, em cuja armada veio à Santos, SP, com a sua mulher Antonia Gonçalves, natural de Sevilha, Espanha, falecida em 1616. Tiveram 5 filhos.

Pais de Suzana Moreira
Jorge Moreira e Isabel Velho casaram-se em São Vicente, SP. Ele era natural do Rio Tinto, Portugal, foi capitão-mór e governador da Capitania de São Vicente, e pessoa de conhecida nobreza. Tiveram 12 filhos.

11º - Décimo-primeiro avós materno

 

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Pais de Maria Castanho
De origem da vila de Monte-mór o Novo em Portugal, de onde veio para São Vicente pelos anos de 1547 Antonio Rodrigues de Almeida, tinha o fôro de cavaleiro fidalgo da casa do sr. rei dom João III.
Em São Vicente se estabeleceu Antonio Rodrigues de Almeida, onde por espaço de 13 anos prestou muitos serviços ao donatário da capitania, ao rei e a Deus, achando-se em todos assaltos e guerras do gentio, Tamoyos, que, habitando a costa desde a enseada do Rio de Janeiro até a barra de S. Vicente, braço do Norte chamada Bertioga, impediam o aumento da povoação da dita vila fundada pelos anos de 1531 a 1534 por Martim Affonso de Sousa.
No ano de 1556 passou ao reino Antonio Rodrigues de Almeida, e, pelos merecimentos próprios, recebeu do donatário Martim Affonso de Sousa a mercê de propriedade dos ofícios de escrivão da ouvidoria e das datas de sesmarias e de seu chanceler na capitania de São Vicente. Estando a embarcar de regresso a esta vila, foi constituído capitão-mór, ouvidor da capitania de Santo Amaro do defunto Pedro Lopes de Sousa, por sua viúva d. Izabel de Gambôa, como tutora e administradora de seu f.º Martim Affonso de Sousa, o moço, e sobrinho direito de Martim Affonso, o velho, donatário da capitania de São Vicente. Esta promoção foi feita em 1557 em Lisboa por instrumento público lavrado tabelião Antonio do Amaral; e como capitão-mór e ouvidor concedeu terras dentro das dez léguas da capitania de Santo Amaro, que partem do rio Curupacê até a barra do rio de São Vicente, braço Norte, chamado Bertioga, como se vê das sesmarias que concedeu desde 1557 a 1568, as quais se acham registradas no cartório da provedoria da fazenda real de São Paulo, no livro das sesmarias Tit. 1562 da pág. 11 á 123". Seguem os títulos de concessão de três sesmarias feita a Antonio Rodrigues de Almeida, uma junto ao mosteiro de Piratininga (em São Paulo) em 1560, a 2.ª no Rio de Janeiro em 1565, entestando com a aldeia de índios chamada Itaoca, e a 3.ª em 1567, compreendendo as águas do Cubatão na vila de Santos. Nestas concessões se faz menção dos valiosos serviços prestados por esse fidalgo cavaleiro da casa real, que tinha, de regresso de Portugal, trazido sua mulher e 2 filhas. por casar. Foi casado com Maria Castanho, natural de Monte-mór o Novo, e trouxe de Portugal duas filhas, tendo mais um filho nascido na vila de Santos, onde foi morador até passar para São Paulo onde viveu e faleceu. Tiveram 3 filhos: Catharina de Almeida que faleceu solteira, Maria Castanho e Padre André de Almeida.

Pais de Ignez Camacho
Teve principio esta família em Domingos Luiz (o Carvoeiro, de alcunha) nascido em 1530, natural de Marinhota, freguesia de Santa Maria da Carvoeira, cavaleiro professo da Ordem de Cristo, falecido em 1615 com testamento em São Paulo. Foi o fundador da capela de Nossa Senhora da Luz no sítio do Guarepe, que antes fora por eles erecta no sítio chamado Piranga e que em 1603 foi mudada para a mencionada paragem, onde hoje existe o recolhimento da Luz, sendo instituído seu administrador o filho Antonio Lourenço com os encargos de beneficiar, conservar e celebrar as festividades e ofícios religiosos na mesma capela. Foi primeiro casado com Anna Camacho, que faleceu com testamento de mão comum em 1613 em São Paulo.  Uma segunda vez casou-se Domingos Luiz com Branca Cabral (viúva de Simão da Costa), filha do governador Pedro Álvares Cabral, natural da Ilha de São Miguel, Açores, e de sua mulher Suzana Moreira. Este Pedro Álvares Cabral é descendente da casa de "Belmonte", a mesma que pertenceu o descobridor do Brasil, Almirante Pedro Álvares Cabral e que foi também governador da Capitania de São Vicente. Tit. Garcias Velhos, Cap. 2.o. § 3.o. n.o. 2-3. Sem geração desta; porém, teve 7 filhos da primeira mulher Anna Camacho.
Com referência a ascendência de Anna Camacho (mulher de Domingos Luiz) existem muitas divergências, além de poucos documentos confiáveis. Na " Adenda Geral" e "Errata Geral" do volume 9 da obra do genealogista Luiz Gonzaga da Silva Leme, ele explica com detalhes essas divergências e contradições, aceitando, finalmente, como supostamente verdadeira  uma das teorias, de autoria de Pedro Taques, por ser baseada, em cartas de sesmarias, escrituras de lotes e procurações e estar de acordo com o testamento de João Ramalho.

Pais de Leonor Pedroso
Estevão Ribeiro Bayão Parente natural de Beja e Magdalena Fernandes Feijó de Madureira, natural do Porto vindo o casal posteriormente para São Vicente São Paulo, trazendo os 6 filhos: Anna Ribeiro, Cecilia Ribeiro, Leonor Pedroso, Pantaleão Pedroso, Estevão Ribeiro (o moço) e Accenço Ribeiro.

Pais de Pedro de Moraes de Antas
Balthazar de Moraes de Antas, natural de Portugal, nasceu antes de 1540 e veio para São Paulo onde casou-se antes de 1561com Brites Rodrigues Annes, natural de Portugal. Ela veio a esta capitania trazendo três filhas solteiras, que se casaram com pessoas de conhecida nobreza. Tiveram 4 filhos: Pedro de Moraes de Antas, Balthazar de Moraes de Antas, Anna de Moraes de Antas e Izabel de Moraes.
"Nasceu em Mogadouro,Traz-os-Montes. Pertencia as famílias Moraes e Antas, mas não era herdeiro do morgadio, que cabia ao primogênito e que na maior parte tinha sido anexado à coroa. Era o 10º neto de Afonso Henriques - fundador de portugal -, Baltazar chega a São Vicente em 1555.
Em 1579 Baltazar de Moraes foi eleito Juiz Ordinário da Vila de São Paulo. Foi no entanto impedido de tomar posse sob a alegação de que seria cristão-novo e, portanto, impedido por lei de exercer cargos públicos. Baltazar recorreu ao então Capitão-Mór de São Vicente, que Ihe garantiu a posse.
Deve no entanto ter sido constrangido pelas suspeitas, porque em abril de 1579 ele abandona o posto e segue para Portugal com o único objetivo de obter provas formais de que era cristão velho de conhecida e nobre linhagem.
Volta a Portugal onde faz lavrar sua carta de nobreza em 11 setembro de 1579. Registra seus títulos sucessivamente no Porto, Fayal, Bahia e São Vicente, provando que não era Judeu ou Cristão Novo.
Chegando em Portugal, dirige-se à sua cidade natal, Mogadouro onde faz lavrar uma carta "de puritate sanguini" com todas as formalidades exigidas pela lei e pela Inquisição. Anos antes, seu irmão Belchior já havia feito lavrar um outro documento, desta vez uma carta de nobreza, que é também reproduzida nos documentos de Baltazar pelos escrivãos locais.
Para que êstes documentos fossem aceitos sem qualquer sombra de dúvidas em São Vicente, Baltazar faz uma verdadeira peregrinação, fazendo-os serem reconhecidos em todas as localidades, de Mogadouro à Bahia. Isto porque cada escrivão só podia reconhecer o sinal de outro escrivão por êle conhecido.
Chegando à São Vicente porém, parece que se desinteressou pelo assunto, não voltou mais à São Paulo, e morreu próximo de 1600.
Nesse ano então, seu filho Pedro de Moraes leva os documentos ao cartório de São Vicente e os faz reconhecer.
Os originais foram parar nas mãos de Francisco Velho de Moraes, neto de Baltazar que, para nossa sorte, os faz reproduzir nos livros da Vila de São Paulo em 1670, 90 anos depois, e por isto foi possível localizá-los e com êles reproduzir a filiação de Baltazar até os senhores de Vimioso. Daí até os Afonsos ( Henriques de Portugal e VI de Leão), consta de uma ação movida pela família para impugnar a tomada de Vimioso pela Coroa, sob a alegação de não existirem mais herdeiros. Dos Afonso até os visigodos são linhagens reais e portanto bem estudadas e conhecidas."
Texto extraído da obra "Os Moraes", de Regina Maria Moraes Junqueira, SP, 1999.

 12º avós - Décimo-segundo avós materno

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Pais de Domingos Luiz
Lourenço Luiz Português e Leonor Domingues, ela natural de Santa. Maria da Carvoeira, Portugal.

Pais de Anna Camacho
N.... FerreiraGonçalo Camacho, natural de Vianna (irmão de Paula Camacho que veio ao Brasil casada com João Maciel) 

Pais de Brites Rodrigues Annes
Joanes Eannes natural de Portugal
e Maria Gonçalves

Pais de Baltazar de Moraes de Antas
Pedro de Moraes falecido em 1575 e Ignes Navarro de Antas, ambos naturais de Portugal onde se casaram

13º avós - Décimo-terceiro avós materno

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Pais de N.... Ferreira
Joanna Ramalho
e Jorge Ferreira capitão-mór da capitania de Santo Amaro (depois capitão-mór e ouvidor da capitania de São Vicente) natural de Portugal, pessoa nobre como consta da carta de sesmaria passada a favor dele pelo capitão-mór de Santo Amaro,  Antonio Rodrigues de Almeida datada em Santos de 10 de maio de 1566 

Pais de Pedro de Moraes
Vasco Rodrigues de Moraes Antas e Micaela de Albuquerque Vimioso natural de Vimioso, Distrito de Bragança, Portugal

Pais de Ignes Navarro de Antas
Nuno Navarro
e Isabel Mendes de Antas

14º avós - Décimo-quarto avós materno

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Pais de Joanna Ramalho
João Ramalho (Ramalho era a sua alcunha por causa da barba que foi sempre ramalhuda. Maldonado era o sobrenome do seu pai). Nasceu em 1485/1493, e morreu aproximadamente aos 91 anos (alguns dizem 70 anos) em 1580/1581, em São Paulo, deixando testamento lavrado em cartório de notas em 1580. Foi casado com Izabel Dias (Bartira, M'bicy, Flôr da Árvore ou segundo outros Potira), a quem chamava de sua criada. Boa mãe, boa esposa, essa quase desconhecida Bartira, foi aos poucos adquirindo hábitos civilizados; viu a chegada de Martin Afonso de Souza em 1532, viu a fundação da Vila de Santo André da Borba do Campo, como já havia visto em 22 de Janeiro de 1532 a fundação de São Vicente no dia do santo homônimo; viu Braz Cubas construindo a Casa do Porto de Santos; viu a ereção do Hospital de Misericórdia fundado por Ana Pimentel; viu Anchieta atraindo a si os curumins e cunhatains, para ensinar-lhes noções de coisas e a rezar e adorar Deus e ela também vai aprendendo muitas coisas. Tiveram 8 filhos: (Existem várias divergências em relação aos nomes e quantidade de filhos). Esses nomes foram obtidos de uma "adenda" existente no volume 9 da obra de Luiz Gonzaga da Silva Leme). André Ramalho, Joanna Ramalho, Margarida Ramalho, Victorio Ramalho, Antonio de Macedo, Marcos Ramalho, Jordão Ramalho e Antonia Quaresma. Ele teve também,  muitos outros filhos de muitas outras mulheres nativas.
João Ramalho chegou ao Brasil no início do século XVI, vivia na ilha de Guimbé com filhos e genros. Em 1532 já tinha grande descendência, vivendo como índios e com nomes indígenas. Foi capitão de Santo André, alcaide-mór do campo, vereador em São Paulo. Morreu aproximadamente em 1581, como avô de quase toda população nascida na vila de São Paulo. Foi o grande povoador dos sertões. Seus descendentes foram a um só tempo conquistadores, povoadores e homens públicos.
Filho de João Velho Maldonado e de Catharina Affonso de Balbode, moradores na aldeia de Balbode-Portugal, Ramalho era natural de Vouzella (Bouzela), freguesia e comarca de Vizeu, Portugal, talvez, na época pertencente a Coimbra, pois Tomé de Souza se referia a João Ramalho como "do termo de Coimbra".
Chegou ao Brasil, como náufrago, fugitivo ou degredado, não se sabe ao certo. Salvo de um naufrágio, por voltas de 1520, pelos guaianá de Tibiriça ou 1512 segundo o "Dicionário de História do Brasil" de Moacyr Flores.
O padre Manoel da Nóbrega diz ao se referir a João Ramalho: " ...quando veio da terra (Portugal), que havia quarenta anos e mais, deixando a mulher lá viva e grávida, a portuguesa Catharina Fernandes das Vacas, natural de Balbode e nunca mais soube dela, mas lhe parece deve ser morta, pos já lá vão tantos anos.
João Ramalho passou a viver com Bartira batizada com o nome cristão de Izabel Dias por Nóbrega, que efetuou o casamento de ambos, após uma vida em comum de quarenta anos. (Embora batizada como Izabel, jamais se casou na Igreja, casou-se com ele pelo cerimonial do íncola, aparecendo no testamento de João Ramalho - de 3 de maio de 1580 - como sua criada). Era Bartira, filha do cacique Tibiriçá, dos Guaianá, família dos Tapuias que governava em Inhapuambuçú, perto de onde mais tarde foi erigida a cidade de São Paulo.
João Ramalho, aliado dos portugueses, foi de grande ajuda a Martim Afonso de Souza quando este chegou ao litoral em 1531, bem como seu sogro Tibiriçá. Eram negociantes dos produtos da terra, incluindo escravos índios, com os "peros" como eram chamados os portugueses pelos silvícolas. Os escravos eram preados com ajuda dos índios guaianá chefiados por seu sogro Tibiriça e, pela trilha do "Paranapiacaba" (lugar de onde se vê o mar) iam até o litoral. São Vicente ou Santos eram conhecidos como "Porto dos Escravos". Eram os escravos vendidos no Rio da Prata, entre outros lugares, tendo Ramalho se associado com outro aventureiro chamado Antônio Rodrigues.
Depois da partida de Martim Afonso, foram Ramalho e Tibiriçá aliados de Braz Cubas, contra os franceses e contra os "antigos da terra", isto é, as outras tribos que se uniram contra os "peros" formando a "Confederação dos Tamoios" que empreenderam a "Guerra dos Tamoios" que de 1554 até 1567 fustigaram os portugueses no litoral e no planalto de Piratininga.
Em 1550 foi excomungado pelo jesuíta Simão de Lucena, não por traficar índios, mas por viver "amancebado" com Bartira.
Comandavam os "Tamoios" os chefes: Aimberê, Cunhambebe, Parubuçú, Coaquira, Araraí e seu filho Jaguanharo. Araraí, Caiubí e Piquerobí, eram irmãos de Tibiriçá.
Em 1531, o capitão-mór Martim Affonso de Souza doou a João Ramalho a sesmaria na Ilha Guaiba, ao longo do curso do rio Ururaí, até Jaguaporecuba.
Ramalho criou a povoação da Borda do Campo, nas vizinhanças da antiga Fazenda e atual Vila de São Bernardo onde vivia com sua vasta prole.
Por carta de 01 de julho de.1553, Tomé de Souza, fez João Ramalho capitão de campo para que reunisse os habitantes em torno da ermida já existente. O o arraial de Borda do Campo foi elevado a Vila Santo André de Borda do Campo em 08 de setembro de 1553.
Tomé de Souza ao escrever ( por voltas de 1550/3 ) ao Rei, dizia que João Ramalho tinha "tantos filhos, netos e bisnetos que não ouso dizer a Vossa Alteza, ele tem mais de 70 anos, mas caminha nove léguas (uma légua portuguesa equivalia a cinco quilômetros), antes de jantar e não tem um só fio branco na cabeça nem no rosto".
Em 1562 Ramalho salvou São Paulo de um ataque dos carijós, que a essa altura tinham se afastado dos guaianás e se arregimentado com os "Tamoios" contra os portugueses. Em 1568, o jesuíta Baltazar Fernandes disse que Ramalho tinha "quase 100 anos".
Capitão de campo, João Ramalho , cumulativamente, foi Alcaide-mor com comando terrestre da vila e também guarda-mor de campo, responsável pela defesa.
Foi vereador de 1553-1558 e em 1564 se recusou a ser vereador em São Paulo, alegando ser maior de 70 anos. Em 30 de setembro de 1576, ainda assinou ata da Câmara de São Paulo. Já velho, afastou-se de tudo, indo viver entre os índios Tupiniquins no vale do Paranaíba.
Existe muita polêmica sobre a vida de João Ramalho, seus filhos, sua história e a sua chegada ao Brasil.
Alguns historiadores e pesquisadores consideram como a data correta para a fundação de São Paulo o ano de 1532, pois nessa época Martim Afonso de Souza, subindo a serra de Paranapiacaba, vindo da Vila de São Vicente, recém fundada por ele,  encontrou vivendo na taba (aldeia) de Santo André da Borda do Campo o português João Ramalho, sua mulher Bartira e o cacique Tibiriçá. Nesse local  ele fundou a Vila de Piratininga. A data de 25 de janeiro de 1554, fundação do colégio de Piratininga (localizado no atual Pátio do Colégio) pelo jesuíta Manoel da Nóbrega é oficialmente adotada como sendo a fundação da cidade de São Paulo de Piratininga. Muitas outras datas e versões existem sobre a verdadeira fundação de São Paulo.

Pais de Isabel Mendes de Antas
Mendo Affonso (Moraes) de Antas Senhor de Vimioso e Margarida de Vasconcelos descendente de Fruela, rei de León, e de sua mulher Nomilia Ximenes, filha de Sancho Garcez, rei de Navarra

Pais de Vasco Rodrigues de Moraes Anta
Estevam Mendes Morais Antas e Maria Madureira

15º avós - Décimo-quinto avós materno

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Pais de Izabel Dias
Tibiriçá
(Tebiriça) batizado pelo padre Anchieta com o nome "cristão" de Martim Afonso Tibiriçá,  régulo (chefe de um Estado bárbaro - cacique de Inhapuambuçu, a principal taba ou aldeamento dos campos de Piratininga), nasceu em 1440? e morreu no dia  25 de dezembro de 1562 e está atualmente sepultado na cripta da Catedral Metropolitana de São Paulo, Sé, para onde foram trasladadas as suas cinzas em 1933, estando anteriormente sepultado no interior da igreja de São Paulo de Piratininga. Sobre a sua vida sabe-se pouco, baseado em registros documentais da época, escritos em sua maioria por jesuítas. Era, sem sombra de dúvida, um talentoso líder cujos atributos de orador, guerreiro e mediador tiveram papel marcante nos primórdios de São Paulo, ganhando um lugar de honra na memória paulista.
Tibiriçá teve vários filhos. Bartira (Potira ou M'bicy, ou segundo outros Flôr da Árvore), que mais tarde, após viver mais de quarenta anos com João Ramalho, foi batizada como Izabel Dias e casada, pelo jesuíta padre Manoel da Nóbrega, Beatriz Dias casada com Lopo Dias, segundo o padre Mascarenhas e Terebé batizada de Maria da Grã, casada com Pedro Dias com quem teve 3 filhos. Pedro Dias faleceu em 1590 em São Paulo, deixando testamento.

Pais de João Ramalho
João Velho  Maldonado e Catharina Affonso de Balbode

Pais de Mendo Affonso (Moraes) de Antas
Affonso Mendes de Moraes de Antas (Affonso Pires Morais Antas) e Aldonça Gonçalves de Moraes (de Moreira)

Pais de Estevam Mendes Morais Antas
Affonso Mendes de Moraes de Antas
(Affonso Pires Morais Antas) e Aldonça Gonçalves de Moraes (de Moreira)

16º avós - Décimo-sexto avós materno

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Pais do Cacique Tibiriçá
Cacique Guaiana nascido aproximadamente em 1415. Teve 4 filhos: Tibiriçá, Caiubi, Piquerobi e Ararai.

Pais de Affonso Mendes de Moraes de Antas
Mendo Esteves de Antas e Ignez Rodrigues de Moraes neta de Ruy Martins de Moraes

Pais de Aldonça Gonçalves de Moraes (de Moreira)
Luiz Peres (Pires) de Távora.e Alda de Moraes

17º avós - Décimo-sétimo avós materno

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Pais de Mendo Esteves de Antas
Estevão Annes de Bragança e Alda Gonçalves Moreira (Dordia Martins)

Pais de Ignez Rodrigues de Morais
Rui Martins de Morais Alcaide-mór de Bragança em 1321 e Alda Gonçalves Moreira

 

18º avós - Décimo-oitavo avós materno

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Pais de Alda Gonçalves Moreira
Gonçalo Rodrigues Moreira

Pais de Rui Martins de Moraes
Martim Gonçalves de Moraes.e Elvira Peres de Távora

 

19º avós - Décimo-nono avós materno

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Pais de Martim Gonçalves de Moraes
Gonçalo Rodrigues de Moraes
e Constança Soares

 
 

20º avós - Vigésimo avós materno

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Pais de Gonçalo Rodrigues de Moraes
Rodrigo Garcez de Aza

Pais de Constança Soares
Soeiro Dias Eveques
e Sancha Peres

21º avós - Vigésimo-primeiros avós materno

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Pais de Rodrigo Garcez de Aza
Garcia Garcez de Aza
e Leonor Fortunes

22º avós - Vigésimo-segundo avós materno

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Pais de Garcia Garcez de Aza
Garcia de Cambra

Pais de Leonor Fortunes
Fortum Lopes de Sória e de Morales
e Elvira Peres

Tios materno

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Eram 12 irmãos (Cartório do Primeiro Ofício de Piracicaba – inventários de Belchior Francisco da Graça Martins e de Alexandrina Angélica de Toledo Martins. Seus pais) Os sobrenomes são os que constam nos inventários dos pais.

1- Joaquim Belchior de Toledo Martins, nascido em São Paulo a 15 de fevereiro de 1841 e já morto em 1903. Foi casado com Maria Amélia Mascarenhas, já defunta em 1903.
2- Anna Alexandrina de Toledo Martins (Ana Angélica da Graça Martins em outro documento) – mãe de Maria Angélica Martins Cruz – vide acima.
3- Francisco de Paula Toledo Martins, “Capitão” nascido em Santos no dia 11 de dezembro de 1845 (no largo de São Francisco), faleceu em 30 de setembro de 1891 em Quiririm e seu corpo foi sepultado no cemitério militar de Taubaté, por ter participado da campanha do Paraguai, onde voltou carregado de glórias. Foi casado com Maria José Gomes da Araújo. Maria José era católica praticante e tinha oratório em casa. Viúva, foi visitada por um missionário evangélico de nome Carvalho e, junto com as filhas, abraçou o protestantismo. Isso provocou um afastamento do resto da família. Em 1903 já eram ambos mortos. Ela voltou a se casar com um Sr. Figueiredo, de mesma fé. Esse matrimônio foi muito feliz e Maria José veio a falecer em pouco tempo.
4- Margarida Eugenia da Graça Martins (ou de Toledo Martins), nascida no sítio de São Jorge dos Erasmos a 22 de janeiro de 1847 era casada com Francisco Antonio de Sampaio, já finado em 1903. Residiam em Limeira e ela já era finada em julho de 1903.
5- Luiza Engrácia de Toledo, nascida no sítio de São Jorge dos Erasmos a 17 de outubro de 1848 e batizada em Santa Bárbara.Foi casada com Bernardino Antonio Vieira Barbosa. Residiam em Limeira e Luiza já era defunta em julho de 1939
6- Martim Francisco da Graça Martins, nascido no sítio de São Jorge dos Erasmos no dia 30 de outubro de 1850 e já finado em 1909. Foi a primeira vez casado com Delphina Honorina de Mascarenhas. Em 1887 Martim Francisco, já casado, residia nas terras da fábrica de ferro Ipanema, no lugar de Campo Largo (Sorocaba), onde trabalhava.
Casou-se pela segunda vez com sua parenta Jorgina Jorgete de Toledo, filha de Francisco de Paula Xavier de Toledo e Delphina Mascarenhas de Toledo. Residiam em São João de Ipanema em 1904.
7- Gabriela de Toledo Martins, nascida no dia 19 de janeiro de 1853 no sítio de São Jorge e falecida a 4 de novembro de 1855. Foi sepultada na matriz de São Vicente.
8- Olympia Flora de Toledo Martins, nascida no sítio de São Jorge a 6 de junho de 1855. Residia em Santa Bárbara em princípios do século. Faleceu solteira depois de julho de 1939.
9- José Belchior de Toledo Martins, natural de Cubatão, SP, onde nasceu a 24 de outubro de 1857. Foi a primeira vez casado com sua prima Gabriela Augusta Vieira Barbosa, filha do capitão Manuel Martins da Graça e Bernardina Augusta Vieira Barbosa.
José Belchior trabalhava com artigos de prata em São Paulo. Em 1887 José vivia, já casado, junto com com seu irmão Martim Francisco, na fábrica de ferro em Ipanema, Sorocaba, SP. Lá montou uma loja de armarinhos.
José Belchior foi a segunda vez casado com Ana Rodrigues de Carvalho, professora normalista em Itapetininga, onde o casal morava em 1903. 
Ele morreu em sua casa, na rua Adelaide de Freitas nº 39 no dia 28 de janeiro de 1937, com 79 anos de idade e ela morreu de pneumonia no dia 1º de julho de 1923 com 63 anos de vida. (
Departamento do Arquivo do Estado de São Paulo - Secretaria de Cultura, Esportes e Turismo - Lista de Óbitos da Comarca da Capital – Manuscritos – Juízo de Órfãos – Num. Ordem 5516, lata 186). Ambos descansam na quadra 48 do cemitério da Consolação, SP.
O casal José Belchior e Ana Rodrigues tiveram um filho José Henrique de Carvalho Martins casado com Rizoleta Carneiro. Maria de Lourdes Carneiro Martins (filha de José Henrique e Rizoleta) veio a casar-se com seu primo José Feliciano Ferreira da Rosa Aquino, que era neto de José Feliciano Ferreira da Rosa, esposo de Maria Angélica Cruz da Rosa.
10- João Pedro de Toledo Martins, nascido em Cubatão, SP, no Natal de 1859 e casado após 1887 com sua sobrinha Izaurinha Amélia de Mascarenhas Martins nascida a 9 de abril de 1878, filha de seu irmão Joaquim Belchior de Toledo Martins e Maria Amélia Mascarenhas.
Residiram em Santa Bárbara e, após 1903, em Limeira. Trabalhava em sua fazendinha, que chamava de chacrinha. Ali foi chefe político do Partido Republicano local e delegado de polícia. Izaurinha o chamava respeitosamente de "tio João". Voltaram à Santa Bárbara d'Oeste, onde ele recebia suas filhas quando eclodiam as crises conjugais nas famílias delas. Por vezes ele próprio tomava a iniciativa de apartá-los até que os ânimos serenassem.
Ele é lembrado como um senhor de longas barbas brancas. Voz calma e fala mansa, mas enérgico. Ela era esguia e enérgica, não gostava muito de crianças.
Ela morreu no dia 5 de fevereiro de 1931 com 64 anos de idade. (Cemitério de Santa Bárbara d’Oeste – Livro de Sepultamentos – Livro 6, pág. 18v.) Ele morreu na mesma vila no dia 6 de julho de 1939, de colapso cardíaco, com 80 anos de idade (Cemitério de Santa Bárbara d’Oeste – Livro de Sepultamentos – Livro 9, fls. 3. E jornais barbarenses da época), em sua casa na rua Prudente de Moraes.
11- Maria Angélica de Toledo Martins, nascida no sítio Cabreúva, em Santa Bárbara, no dia 24 de maio de 1862.
12- Ângela Angelina Prestes de Toledo Martins, casada com seu sobrinho José Augusto Martins filho de seu irmão Joaquim Belchior de Toledo Martins e Maria Amélia Mascarenhas.

Tios paternos

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Luiz de Oliveira Cruz, Francisco de Paula Oliveira Cruz, Anna Guilhermina Salles Guerra, Maria de Oliveira Queiroz, Guilhermina de Oliveira Cruz Montes, Anna Oliveira Cruz Teixeira, Angelina Oliveira Cruz Queiroz, Luiza Oliveira Cruz Tavares.

Seus 9 Irmãos

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1- Luís Antônio Martins Cruz, “Capitão” “Luizinho”, nascido no dia 6 de abril de 1859 (Segundo a lápide do túmulo onde repousa, em Jundiaí, SP) e já casado em 1887 com Joaquina de Almeida Cruz. Residiam na Rua Rangel Pestana, em Jundiahy, SP, onde Luís morreu a 22 de agosto de 1948. – Sem geração.
2- Elezio Martins Cruz
seu nome consta no livro de "Genealogia Paulista" de Luiz Gonzaga da Silva Freire, volume 4º, "Título Taques Pompeus", página 283.
3
- Eugênia Martins Cruz de Toledo Pinho nascida em 1865 morreu em 1943, tendo sido sepultada no jazigo pertencente a sua irmã Maria Angélica, no cemitério da Consolação em São Paulo, era  viúva do “Coronel” Carlos Augusto Rodrigues Pinho e tiverem um filho, Carlos de Toledo Pinho sepultado a 05 de janeiro de 1974 no mesmo jazigo da mãe.
4- José Antônio (Augusto) Martins Cruz, nascido em 1866, morava em São Paulo, solteiro em 1887. Não é citado em 1903 no inventário da avó materna. Já falecido em 1938.
5- Joaquim Augusto Martins Cruz, nascido em 1867. Em 1887 vivia solteiro em Jundiahy. Não é citado no inventário da avó materna. Já falecido em 1938.
6- Henrique Martins Cruz, nascido em 1869 Já falecido em 1938, em 1903 vivia em Jundiahy, casado com Lavínia Venerando da Cruz e tiveram 3 filhos: José Venerando da Cruz já finado em 1903, Esther Veneranda da Cruz e Anna Veneranda da Cruz.
7- Martim Francisco Martins Cruz “General” nascido em 1875, e em 1939 estava general e era viúvo de Alice Guedes Cruz.
8- Theóphilo Martins Cruz, “Capitão” nascido em 1876 e já falecido em 1938. Em 1887 residia em Jundiahy e em 1903 foi casado com Josephina da Graça Martins Cruz morava em São Paulo, onde era alferes do 9º Regimento de Cavalaria.
9- Porphirio Martins Cruz, nascido em 1878 e já falecido em 1938. Não é citado no inventário da avó materna, em 1903.
Obs: As referências relativas aos seus 9 irmãos, com exceção de Elezio Martins Cruz, (casado, viuvo, falecido etc..), são em relação a data do falecimento de sua irmã Maria Angélica Cruz da Rosa em 17 de novembro de 1938, conforme recorte de jornal da época.

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Bibliografia

Uma Famíla SILVA na São Paulo Setecentista do genealogista Marco Polo T. Dutra P. Siva – Editora Rumograf 1999, As Três Ilhoas do genealogista Roberto Vasconcellos Martins (obra póstuma de José Guimarães), Pedro Taques Nobiliarchia Paulistana e Genealogia Paulistana (1904) de Luiz Gonzaga da Silva Leme (1852-1919).