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 Um pouco da história dos filhos e genros de Francisco de Paula Ribeiro e Maria Isabel

 

Isabel Ribeiro Nickelsburg

Samuel Ribeiro

Abrahão Ribeiro

Branca Ribeiro Guinle

Eulália Ribeiro de Souza Reis

Lina Ribeiro Serva

David Ribeiro

Maria Isabel Ribeiro Nickelsburg - primeiro marido

Maria Isabel Ribeiro Ferreira - segundo marido

Juliana Ribeiro

Noé Ribeiro

Virgínia Cândida Ribeiro Ferreira da Rosa

Maria Ribeiro Cajado de Oliveira

Áurea Ribeiro Freire de Carvalho

Evangelina Ribeiro Tavares

Celina Ribeiro Collett Solberg

Heloisa Ribeiro de Castro

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Isabel Ribeiro Nickelsburg

Fotografias

Nasceu em Santos no dia 06 de março de 1881 vindo e faleceu em sua residência em São Paulo à rua Maranhão esquina rua Itacolomy, no dia 13 de setembro de 1969.

Casou-se em São Paulo no dia 06 de março de 1909 com Júlio Burchard Nickelsburg. Júlio nasceu no dia 07 de novembro de 1877 em Gnoien, Alemanha e era naturalizado brasileiro, e faleceu em São Paulo no dia 31 de janeiro de 1936. Ele era filho de Hugo Nickelsburg (nasceu em Teterow, Mecklenburg em 1847 e faleceu em Gnoien em 1891) e de Emilie Burchard (nasceu em 1850 e faleceu em Schwerin aprox. em 1905). Não tiveram filhos, porém, após o falecimento de seu esposo, anos mais tarde, Isabel perfilhou o seu sobrinho Victor Ribeiro Nickelsburg.

Isabel, Lina e Eulalia (as três irmãs) foram passar um ano na Europa e na volta de navio, Isabel conheceu seu futuro marido. Ele era comerciante. Seu irmão mais moço, Siegmund Nickelsburg, casou-se em 1914 com a irmã de Isabel, Maria Isabel Ribeiro.

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Samuel Ribeiro

Fotografias

Nasceu em Santos, no bairro Quartéis, no dia 8 de janeiro de 1882 e faleceu em sua residência, em São Paulo, à Rua Maranhão, no dia 7 de setembro de 1952.
Casou-se no Rio de Janeiro no dia 6 de julho de 1915 com Heloisa Guinle, que após o casamento passou a chamar-se Heloisa Guinle Ribeiro. Heloisa era filha de Eduardo Palassim Guinle e Guilhermina Coutinho Guinle e nasceu em São Paulo no dia 23 de abril de 1890 e faleceu também em São Paulo no dia 19 de maio de 1990. Não tiveram filhos.

Era engenheiro civil formado pela Escola Politécnica de São Paulo e foi presidente da Caixa Econômica Federal em São Paulo, entre 27 de junho de 1931 e 15 de abril de 1946. Durante a sua gestão foi construído e inaugurado no dia 29 de agosto 1939 o prédio da sede em São Paulo, à Praça da Sé.

No Museu - Conjunto Cultural da Caixa, no quarto andar do edifício, foi preservada a Sala da Presidência com os móveis e decoração utilizados durante a sua gestão,  bem como a sua foto na galeria de ex-presidentes.

A área de aproximadamente 400 alqueires, onde hoje se localiza a Base Aérea de São Paulo (Cumbica) foi doada para o governo Federal por Samuel Ribeiro, em 26 de novembro de 1940. Em 22 de abril de 1942, teve inicio o projeto do complexo da Base Aérea de São Paulo. A Revista Aeronáutica de Julho/Agosto de 1992 publica na página 50 um artigo sobre o assunto.

Samuel era o principal mecenas do Instituto de Física Teórica (IFT).

Participou como conselheiro da Comissão Executiva para a fiscalização do andamento das obras da Catedral Metropolitana de São Paulo, juntamente com seu cunhado Leão Renato Pinto Serva.

Tinha como hobby a marcenaria mantendo em sua residência uma oficina completa onde, auxiliado por profissionais comandados pela marceneiro Francisco Casanova, fazia móveis e objetos com a maior perfeição.

assinatura Samuel - Cortesia Paulo Cesar Ribeiro - Museu da Caixa Econômica Federal em São Paulo

Paulo Cesar Ribeiro, pesquisador histórico e responsável pelo Museu da Caixa Econômica Federal em São Paulo colaborou de forma importante na biografia de Samuel Ribeiro.
 

Diário de S. Paulo – Terça-feira, 9 de Setembro de 1952 - página 3

"Foi um homem de saber e de trabalho, um propulsor do progresso de sua pátria.
Imprimiu Samuel Ribeiro a toda a matéria da vida social a forma de um espírito ético e criador.

Com a morte, ocorrida na madrugada de anteontem, do sr. Samuel Ribeiro, perde São Paulo e perde o Brasil os serviços e a dedicação de um cidadão que através dos anos em que viveu timbrou em ser útil à sua pátria e em servir aos seus concidadãos numa ação efetiva e perseverante, destituída de alardes e de exibicionismos. Seu comportamento social e humano, que se inspirava no preciso julgamento dos fatos e das pessoas e na justa observação dos problemas, manifestava-se em todas as circunstancias fora do clima onde se geram as paixões que obscurecem e perturbam a função da inteligência, e são, por isso, incompatíveis com o traço de nobreza dos espíritos superiores.

Para observar sem que a faculdade de julgamento pudesse sofrer as influencias do meio ambiente, o sr. Samuel Ribeiro guardava, não raro, atitudes de reserva que a alguns poderia parecer a de um indiferente ou a de um aristocrata. Mas era assim que ele melhor servia à coletividade, porque esse recolhimento servia perfeitamente aos seus propósitos de bem julgar, a coberto quanto possível de equívocos e lapsos. Esse feitio, a que se juntava a reflexão do estudioso das nossas questões sociais, produziu valioso conjunto de ações meritórias que o publico conhece em parte, mau grado a discrição que sempre as envolveu, porquanto tal é o seu volume que impossível se tornava não fazer qualquer divulgação.

Em toda a sua vida de cidadão entregue ao trabalho e ao estudo, o sr. Samuel Ribeiro foi sempre um propulsor do progresso de sua pátria, jamais lhe negando a contribuição do seu civismo e da sua profunda cultura, a qual penetrava os problemas nacionais, buscando as soluções que se ajustassem às realidades brasileiras. Em seu gabinete de trabalho, sua sensibilidade de homem que praticava o culto do estudo, repartia-se entre as belezas da arte e o trato dos assuntos que se assinalassem como de alguma utilidade, desde que ajustados ao nosso meio econômico-financeiro.

Os “Diarios Associados” podem dar publico testemunho do espírito de colaboração do sr. Samuel Ribeiro, pois sempre contaram, nas iniciativas cívico-sociais a que se abalançaram, com as suas luzes e o seu generoso apoio. A Campanha Nacional de Aviação teve no extinto seu iniciador decidido e compreensivo, e se o Brasil tem hoje o que podemos chamar de consciência aeronáutica, o mérito desse despertar a ele cabe em grande parte. Organizada a Campanha de Redenção da Criança, o sr. Samuel Ribeiro formou desde logo entre os vanguardeiros desse movimento que se via intensificando e que a tão elevado numero de pequenos brasileiros serve e protege.

O Museu de Arte de São Paulo, que no mundo artístico e cultural latino-americano tem hoje um lugar evidente, cresceu e prestigio-se tendo sempre o digno varão em sua presidência.

Engenheiro civil com um estágio de especialização na Inglaterra, onde também se diplomou em engenharia mecânica, o sr. Samuel Ribeiro era membro honorário do Instituto de Engenheiros Mecânicos de Londres, tesoureiro da Comissão de Assistência Hospitalar, presidente do Automóvel Club de São Paulo, da Federação de Criadores de Bovinos, do Touring Club do Brasil, fundador da Escola Livre de Sociologia e Política, para a qual concorreu com avultado donativo e fundador e diretor das revistas “Inteligência” e “Viver”. Exerceu com honradez e dedicação o cargo de presidente do Conselho de Administração da Caixa Econômica Federal de São Paulo.

O sr. Samuel Ribeiro, que desaparece aos 70 anos de idade, ..."

Samuel dominava o idioma inglês com perfeição e é de sua autoria uma das mais belas versões em português do poema "If" de Rudyard Kipling. A versão do poema original, feita por Samuel, não constituiu uma tradução literal, mas foi enriquecida por conceitos e leves adendos que não alteraram o conteúdo poético e genial, porém lhe acresceram mais força e intensidade. A métrica usada por Kipling foi totalmente desconsiderada na versão e justamente por isso supera "em qualidade de expressão" a obra do magnífico poeta britânico.
Os pais de Samuel eram gaúchos e tinham por hábito se comunicar usando o pronome pessoal na segunda pessoa do singular (tu), forma em que foi feita a versão.

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Abrahão Ribeiro

Fotografias

Nasceu em Santos, no bairro Quartéis, no dia 17 de janeiro de 1883 e faleceu em São Paulo no dia 30 de agosto de 1957.
Casou-se na Alemanha, em Berlim, no dia 18 de julho de 1910 com Marta Schlesinger, filha de um banqueiro de origem ucraniana Luiz Schlesinger e de uma judia hamburguesa Sara, e após o casamento passou a chamar-se Marta Schlesinger Ribeiro. Marta nasceu em Berlim, Alemanha, no dia 28 de setembro de 1881 e faleceu em São Paulo no dia 02 de abril de 1952. Tiveram 6 filhos: Francisco Luiz, Abrahão Lincoln, Otto Luiz, Guilherme Luiz, Vicente de Paula e Magdalena Sophia.
Era um germanófilo, sempre o foi, desde mocinho, tanto que no sobrenome de todos os seus filhos, a exceção de Magdalena Sophia e Abrahão Lincoln, que faleceu com 5 meses de idade,  acrescentou o sobrenome “Teuto”. Ao chegar à idade de cursar uma faculdade, convenceu o pai à mandá-lo estudar na Alemanha. Não foi tão fácil como ele pensava; primeiro teve de cursar a faculdade no Brasil.
Formado pela Faculdade de Ciências Jurídicas e Sociais (RJ), tendo iniciado seus estudos em São Paulo, na Faculdade de Direito do Largo de São Francisco em 1901. Em 1907 foi para Berlim (Alemanha), onde cursou por quatro anos a Universidade de Berlim (Direito Penal, Civil e Romano).
Ao voltar da Alemanha em 1910, já casado, montou um escritório de advocacia em São Paulo, tendo posteriormente transferido esse escritório para à Praça Ramos de Azevedo, 209 - 2º sobre loja. (Prédio Glória). Seu irmão mais moço David, também advogado, trabalhava com ele. O prédio Glória foi construído pelo seu irmão Samuel Ribeiro.
Exerceu o cargo de Secretário de Estado da Segurança Pública no curto período entre 25 de julho de 1931 e 30 de julho de 1931 e, eleito vereador por São Paulo em 1936, tendo renunciado ao cargo para tratar de seus negócios. Posteriormente foi nomeado Prefeito da cidade de São de Paulo, exercendo seu mandato no período de 11 de novembro de 1945 até 10 de março de 1947. Foi indicado para o cargo pelo interventor José Carlos de Macedo Soares, logo após a queda da ditadura Vargas, sucedendo no cargo ao engenheiro Francisco Prestes Maia.  Mesmo durante sua curta carreira política continuou a trabalhar em seu escritório de advocacia.
Foi também Secretário de Justiça e da Defesa da Cidadania entre julho e novembro de 1931.
Sua primeira residência em São Paulo, após seu retorno já casado da Alemanha, era na rua Maranhão, nº 3, onde nasceram todos os seus 6 filhos. Mudou-se posteriormente para a rua Maranhão quase esquina com a avenida Angélica, onde ficou até a morte da sua esposa. Foi então para uma casinha que foi construída no jardim da casa de sua filha Magdalena, na rua Maestro Chiaffarelli, 552, São Paulo, onde morou até falecer.
Natural de Santos, SP, era amigo íntimo de Vicente de Carvalho, poeta e desembargador e sua mulher Dona Bilóca, que moravam à rua Barão de Tatuí, 10, com seus catorze filhos, passagem quase obrigatória nas suas visitas de fim de semana.
Era amigo também de  José Martins Fontes. -  Zézinho Fontes – que freqüentava assiduamente sua casa à Rua Maranhão, 3, em São Paulo.
Como prefeito Abrahão,  através do Decreto-Lei no. 365 de 10 de outubro de 1946, autorizou a constituição de uma empresa responsável pelo transporte público, criando-se então a Companhia Municipal de Transportes Coletivos - CMTC.

Em sua homenagem foi criada a rua Dr. Abrahão Ribeiro, no bairro da Barra Funda, em São Paulo.

assinatura Abrahão em 1911

OAB SP Jornal do Advogado - Edição de Junho de 2002  -  Histórias da OAB  SP
Orgão ficial da OAB-SP

Abrahão Ribeiro, notável pioneiro da Ordem

"O advogado Abrahão Ribeiro teve notável participação na história da Seccional paulista. Ele integrou o grupo dos oito que providenciaram a organização da OAB em todo o Estado de São Paulo, a partir de 22 de janeiro de 1932. Depois, como membro eleito para a Comissão de Disciplina no biênio 33/34, desempenhou um trabalho relevante. Foi eleito para o Conselho, no biênio 35/37 e reeleito para o período de 37/39. Também foi prefeito de São Paulo, entre 1945 e 1947, e, hoje, dá nome a uma importante avenida da capital.
Abrahão nasceu em Santos, em 1883, onde fez seus primeiros estudos. Em 1901, matriculou-se na Faculdade de Direito de São Paulo e freqüentou os cursos de Reinaldo Porchat e Pedro Lessa. No final daquele ano, mudou-se para o Distrito Federal e passou a estudar na Faculdade Livre de Ciências Jurídicas e Sociais do Rio de Janeiro. Aluno brilhante, recebeu o importante Prêmio Portela. Assim que se formou, em 1906, partiu para a Alemanha para estudar Direito Penal, Civil e Romano na Universidade de Berlim, onde foi aluno dos professores Franz von List, Joseph Kohler e Riesser.
Em 1910, voltou para o Brasil, casado com Martha Schlesinger, e abriu escritório de advocacia. Exerceu a profissão ininterruptamente. A política foi um caminho natural, que trilhou com desenvoltura, fazendo história. Em 1931, quando São Paulo estava sob o regime das interventorias que sucederam ao desfecho da Revolução de 1930, Abrahão Ribeiro ocupou o cargo de secretário da Justiça e, interinamente, o de Segurança Pública, a convite do então interventor Laudo de Camargo.
Com o restabelecimento da ordem constitucional, após a Revolução de 1932, foi eleito vereador na capital pelo Partido Republicano Paulista. Entretanto, por causa de seus afazeres particulares, renunciou ao mandato pouco antes do golpe de 1937, que instaurou a ditadura no Brasil.
Em novembro de 1945, quando o Estado Novo já havia sido derrubado, Abrahão substituiu Francisco Prestes Maia, na prefeitura de São Paulo, nomeado pelo interventor federal, José Carlos de Macedo Soares. Desde 1941, circulavam pela cidade 1.000 ônibus e 500 bondes. Já se discutia, então, a organização do transporte como serviço público e as vantagens do monopólio governamental. Foi Abrahão Ribeiro quem autorizou a constituição de uma empresa responsável pelo transporte público e, pelo Decreto Lei n 365, de 10 de outubro de 1946, criou a Companhia Municipal de Transportes Coletivos, a CMTC, que desempenhou importante papel na cidade até recentemente.
Nunca deixou de advogar e, no exercício da profissão, trabalhou para empresas alemãs estabelecidas em São Paulo. Foi, também, crítico, biógrafo e tradutor. Publicou Servidões de Caminho, Queixa-Crime, Martins Fontes, Defesa dos Cabeças do Movimento de 1924 e Traduções de Fausto. Colaborou com a imprensa paulista, escrevendo artigos jurídicos e literários para o jornal A Tribuna, de Santos; Revista do Arquivo Municipal e Revista dos Tribunais. Abrahão Ribeiro morreu em agosto de 1957, aos 74 anos."

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Branca Ribeiro Guinle

Fotografias

Nasceu em Santos, no bairro de Quartéis, no dia 13 de fevereiro de 1884 e faleceu em sua residência, no Rio de Janeiro, no dia 01 de agosto de 1970.
Casou-se com Eduardo Guinle, no Rio de Janeiro no dia 25 de fevereiro de 1905. Eduardo nasceu no Rio de Janeiro no dia 15 de setembro de 1878, e faleceu na mesma cidade no dia 01 de agosto de 1941. Tiveram 3 filhos: Evangelina, Eduardo e César.
Eduardo era filho de Eduardo Palassim Guinle e Guilhermina Coutinho Guinle, ambos nascidos em Porto Alegre, RS. Ele nasceu num sobrado à Rua da Quitanda, onde seus pais mantinham no térreo a loja de artigos importados da Europa, “Äux Tuileries”.
Em 1896 ingressou no curso de engenharia civil da Escola Politécnica do Rio de Janeiro, formando-se como primeiro da turma em 1899. Após sua formatura viajou para Europa para tirar merecidas férias e alargar seus horizontes. No seu retorno, já lhe estava reservada uma nova missão de estudar eletrotécnica na América do Norte, especialidade que começava a despertar grande interesse entre empresários e industriais, a geração de energia elétrica, aproveitando a abundante quantidade de quedas d’água, a sua transmissão e distribuição.
Em 1909, poucos anos depois de casado, adquiriu do Conde Sebastião do Pinho uma área no bairro de Laranjeiras, Rio de Janeiro,  para construir sua nova residência (Palacete Eduardo Guinle). Com aquisições adicionais completou uma área de 430.000 metros quadrados, onde durante quatro anos, construiu o que é hoje o Palácio das Laranjeiras, denominação dada ao imóvel após a transferência para a União.
A construção foi em parte financiada por sua mãe, a viúva Guilhermina Coutinho Guinle, que lhe emprestou  4.357.308$499 (quatro mil, trezentos e cinqüenta e sete contos, trezentos e oito mil, quatrocentos e noventa e nove réis), para custear os gastos da construção, e a compra de objetos de arte para guarnecê-la, bem como também custear, nessa mesma época, a restauração de sua residência de férias, o Parque São Clemente, em Friburgo. Essa divida foi finalmente perdoada por sua mãe, em janeiro de 1918, com a anuência de seus irmãos e consortes.
Em fevereiro de 1947, o "Palacete Eduardo Guinle"
passa ao domínio da União através de permuta com vários de seus terrenos na Esplanada do Castelo, e foi entregue ao Ministério das Relações Exteriores que o destinou à residência de Chefes de Estado e hóspedes ilustres, quando em visita oficial ao Brasil. Em março de 1975 foi cedido gratuitamente ao Governo do Estado do Rio de Janeiro, para uso exclusivo do governo estadual, revertendo a União, se o seu uso for desvirtuado.
Na década de 1920, empenhou-se no estudo das riquezas do Vale do Rio Doce, mantendo durante anos, às suas expensas, um engenheiro reformado do exército francês, Coronel Leon Sounis, para com seus auxiliares, fazer um levantamento de todo o curso do rio, com vistas ao seu aproveitamento como fonte de energia hidroelétrica, pesquisando nas suas margens a existência de possíveis jazidas minerais.
 Eduardo Guinle, foi um autêntico pioneiro, porém, visionário em um Brasil ainda imaturo.
Parte destas informações foram
obtidas do livro “Palácio das Laranjeiras” editado pelo Governo do Estado do Rio de janeiro em 1982 e traduzido para o inglês na mesma publicação, pela sobrinha de Eduardo e Branca, Maria Heloisa de Souza Reis.

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Eulália Ribeiro de Souza Reis

Fotografias

Nasceu em Santos (Barra) no dia 09 de março de 1885 e faleceu no Rio de Janeiro no dia 13 de novembro de 1979 em sua residência no Cosme Velho.
Casou-se em São Saulo no dia 30 de julho de 1910 com Francisco Tito de Souza Reis. Souza Reis, como era conhecido, nasceu em Recife, Pernambuco no dia 20 de julho de 1882 e faleceu em 8 de julho de 1946 no Rio de Janeiro, onde moravam. Tiveram 3 filhas: Maria da Gloria (Glorinha), Maria Heloisa (Lulu) e Maria Isabel (Bebé). Glorinha e Lulu nasceram no Rio de Janeiro e Bebé nasceu em Piracicaba, SP.

Souza Reis foi diretor da escola Superior de Agricultura "Luiz de Queiróz", USP em Piracicaba, no período de 04 de junho de 1918 à 30 de junho de 1923. Em sua homenagem foi criado o prêmio "Professor Francisco Tito de Souza Reis" (Diploma de Honra ao Mérito e Placa de Prata)
 

Trechos do "Artigo publicado por Octávio Gouvêa de Bulhões em Abril de 1982 sobre um pouco da vida e obra de Souza Reis".
 

Temos aludido à disparidade da tributação entre juros e dividendos, no desejo de impedir que o imposto de renda seja um embaraço à capitalização da economia. Ao contrário, esse tributo adequadamente dosado e bem orientado em sua incidência está em condições de estimular a economia do país.

O imposto de renda foi implantado em nosso país por Francisco Tito de Souza Reis, por volta de 1923. Seu nome merece maior destaque na história de nossa vida econômica e financeira. Se vivo fosse, completaria este ano, em julho, o centenário de seu nascimento.
Sendo o imposto de renda complexo por natureza e muito diferente dos demais impostos, principalmente os indiretos, Souza Reis sugeriu que, inicialmente, houvesse uma instituição autárquica. Seria um serviço do Ministério da Fazenda, mas administrado autonomamente. O alvitre provocou críticas e resistências. Souza Reis soube supera-las. Mantinha uma revista de economia, onde realçou seus conhecimentos. Capacidade administrativa ele revelara quando solicitado a dirigir a Escola Agronômica de Piracicaba. Com esses antecedentes e, sobretudo, mediante a demonstração lúcida da adoção do novo imposto, o governo concordou em conceder-lhe a autonomia solicitada.
As preleções de Souza Reis eram claras e convincentes. Hoje, todos aceitam a generalização do imposto. Na época, a aceitação decorreu, também, da confiança no sistema administrativo adotado. Souza Reis teve a engenhosidade de instituir um Conselho de Contribuintes, julgador em grau de recurso. A inovação inspirou confiança, sobretudo pelo renome de seus componentes. Participavam do Conselho, Leopoldo Bulhões, José Viriato Saboia de Medeiros, Oscar Weinschenk. A instituição do Conselho consolidou-se.
Suas palavras pronunciadas há cinqüenta anos são hoje repetidas nos Estados Unidos e na Inglaterra.

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Lina Ribeiro Serva

Fotografias

Nasceu em Santos no dia 23 de fevereiro de 1886 e faleceu em sua residência, em São Paulo, à Alameda Barros, 779, no dia 13 de janeiro de 1971.
Casou-se em São Paulo no dia 14 de maio de 1913 com Leão Renato Pinto Serva. Leão era filho de Jayme Soares Serva, médico (1843-1900)  e Victória Pinto Serva (1852-1959) e nasceu em São Paulo no dia 28 de dezembro de 1887, e faleceu na mesma cidade no dia 22 de outubro de 1942. Tiveram 2 filhos: Isabel Maria e Jayme.
Ele era advogado formado pela Faculdade de Direito do Largo de São Francisco, SP, tendo iniciado seus estudados no colégio São Bento. Perdeu o pai com aproximadamente 13 anos e foi educado pela mãe com o apoio dos irmãos mais velhos. Teve 8 irmãos: Jayme, Luiz, Mario, Alice, Antonieta, Clélia, Victória e Marieta.
Nunca exerceu a carreira de advogado, e auxiliado pelo seu sogro, Francisco de Paula Ribeiro, fundou em 1913 a empresa L. Serva e Cia na qual trabalhou toda a sua vida. Era uma empresa de comércio que trabalhava no ramo de ferragens e outros negócios.
Léo era uma homem simples, alegre, otimista e bondoso. Tocava piano de ouvido e gostava de fazer construções.

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David Ribeiro

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Nasceu em Santos, no dia 7 de agosto de 1889 e faleceu em São Paulo, no dia 13 de janeiro de 1967. Casou-se em São Paulo no dia 13 de setembro de 1920 com Emilienne Anna Berringer, que após o casamento passou a chamar-se Emilienne Berringer Ribeiro. Emilienne (Lili) nasceu no Rio de Janeiro no dia 8 de janeiro de 1901 e faleceu em São Paulo no dia 30 de agosto de 1992. Tiveram 9 filhos: Luiz David, Francisco de Paula, José Thomaz, Alberto, Maria Thereza, Carlos Alberto, Evangelina, Norma e Ligia.
Fez 2 anos de faculdade de engenharia.
Morou na Inglaterra e Alemanha.
Largou a engenharia e fez direito para trabalhar com seu irmão mais velho Abrahão.
Participou ativamente na revolução de 32

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Maria Isabel Ribeiro Nickelsburg / Maria Isabel Ribeiro Ferreira

Fotografias

Nasceu em Santos no dia 06 de agosto de 1890. Casou-se em São Paulo no dia 21 de fevereiro de 1914 com Siegmund Nickelsburg. Siegmund nasceu em Gnoien, Alemanha, no dia 23 de março de 1879, e faleceu em São Paulo no dia 24 de julho de 1921. Ele era filho de Hugo Nickelsburg (nasceu em Teterow, Mecklenburg em 1847 e faleceu em Gnoien em 1891) e de Emilie Burchard (nasceu em 1850 e faleceu em Schwerin aprox. em 1905). Tiveram 3 filhos: Emília, Victor e Thereza. Siegmund encontrou-se pela primeira vez com Maria Isabel em uma viagem que sua irmã Isabel que era casada com Júlio Burchard Nickelsburg (seu irmão) estavam fazendo pela Alemanha. Ele era comerciante e tinha uma fábrica de móveis chamada "Residência". Era uma pessoa muito alegre e comunicativa.
Após o falecimento de Siegmund Maria Isabel casou-se uma segunda vez, em São Paulo,  no dia 29 de abril de 1925, com Sebastião Affonso Ferreira, português de Tabosa, Vizeu. Sebastião nasceu no dia 07 de maio de 1882. Tiveram uma filha chamada Vera Carolina.
Maria Isabel faleceu em Campos de Jordão no dia 05 de janeiro de 1932 e Sebastião faleceu em São Paulo no dia 13 de novembro de 1974.

Juliana Ribeiro

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Nasceu em Santos no dia 20 de Junho de 1895 e faleceu em São Paulo em 13 de novembro em 1993, com 97 anos. Tia Ju, como era chamada, era solteira. Tia Ju morava em São Paulo à Rua Sabará, 410, Higienópolis, junto com a sua irmã Maria (Mariazinha), já então viúva.

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Noé Ribeiro

Fotografias

Nasceu em Santos na rua Brás Cubas, no dia 06 de janeiro de 1897 e faleceu em São Paulo, no dia 31 de julho de 1975. Casou-se em São Paulo no dia 24 de maio de 1927 com Martha Whitaker que após o casamento passou a chamar-se Martha Whitaker Ribeiro. Marta era  filha de José Maria Whitaker e Amélia Whitaker e nasceu em São Paulo no dia 07 de julho de 1902 e faleceu na mesma cidade no dia 27 de junho de 2002, com 100 anos de idade, em pleno uso de suas faculdades físicas e mentais. Tiveram 5 filhos: Maria Martha, José Luiz, Marta, Amélia, e José Guilherme.
Noé era entre os homens o filho mais moço e reinava sozinho entre as irmãs, que o adoravam. Parece que foi uma criança muito arteira, deixando todos sempre preocupados. Mais tarde, já adulto, completou seus estudos na Inglaterra, formando-se em engenharia civil pela Universidade de Manchester. Nas férias sempre vinha ao Brasil, mas sua intenção não era de se fixar aqui, e sim de voltar e viver na Inglaterra. Só que no Brasil veio a conhecer Martha, e apaixonado mudou de idéia casando-se e voltando definitivamente ao Brasil, mudando assim radicalmente seu projeto original de vida.
Iniciou sua carreira profissional no Brasil na empresa L. Serva e Cia em sociedade com seu cunhado Leão Renato Pinto Serva, tendo nessa ocasião a empresa mudado de nome para Serva Ribeiro. Posteriormente, aproximadamente em 1950, desligou-se da sociedade montando sua própria empresa na qual permaneceu até o final de sua carreira.
Era um homem bom, nunca falando mal de quem quer que seja; sempre tinha uma boa palavra sobre os outros, desculpando seus defeitos. Ele dizia que nunca havia ganho um tostão às custas das lágrimas de outras pessoas, e que nunca deveríamos nos aproveitar da fraqueza dos outros.
Martha, sua esposa, foi sempre uma pessoa muito carinhosa, mas enérgica. Falava com perfeição francês, inglês e alemão e pintava maravilhosamente bem.
Como todas as moças daquele tempo quando se casou desistiu de seus sonhos e se dedicou inteiramente a ser esposa e mãe. Aos 70 anos resolveu de novo dedicar-se à pintura, e recomeçou a tomar aulas. Aos 80 anos, a convite do então diretor do MASP, Pietro Maria Bardi, fez uma exposição de seus quadros a óleo e de suas aquarelas numa sala nobre desse Museu, tendo tido enorme sucesso e vendido quase todos os quadros. Ela fez também uma exposição em Nova Yorque. Continuou a pintar até os 98 anos, mas nunca mais para fins comerciais. Contentava-se em presentear suas obras aos parentes e amigos. Foi sempre uma mulher avançada para seu tempo, educando seus filhos com uma visão muito aberta sobre a vida, dando a todos responsabilidades e estimulando sua independência.
O filho mais moço do casal, José Guilherme é também o neto mais moço de Francisco de Paula e Maria Isabel.

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Virgínia Cândida Ribeiro Ferreira da Rosa

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Nasceu em Santos no dia 24 de março de 1898 e faleceu em São Paulo, em sua residência na rua Cuevas 643, às 22 horas do dia 22 de junho de 1993.

Casou-se em São Paulo no dia 11 de outubro de 1923 com Armando Ferreira da Rosa. Armando era filho de José Feliciano Ferreira da Rosa e Maria Angélica Cruz da Rosa e nasceu em São Paulo, na Travessa do Paredão nº 4 (hoje rua Xavier de Toledo), às 07:30 horas do dia 08 de setembro de 1890, e faleceu na mesma cidade, na Rua Sampaio Vidal nº 424, às 21 horas do dia 19 de dezembro de 1960.

O casamento civil e religioso realizou-se na residência de seus pais, à Avenida Paulista, 124 - São Paulo, tendo o ato sido registrado no 17º Sub-Distrito da Bela Vista, São Paulo, SP  Livro B-15 Termo 282 Fls. 134. Tiveram 8 filhos: Martinho, Yolanda, Roberto, Ricardo, Marilia, Guilherme, Marcos e Haroldo. A exceção de Roberto, que nasceu em Santos, SP, todos os outros nasceram em São Paulo.

Virgínia era uma mulher e mãe de qualidades excepcionais, não é ao acaso o ditado popular "Atrás de um grande homem existe sempre uma grande mulher"  Durante toda sua vida, além de ser uma verdadeira companheira de seu esposo, auxiliando-o nas horas difíceis, foi sempre uma mãe extremosa, até os últimos dias de sua vida.
Armando, seu esposo, seguindo o exemplo de seu pai em 1877, bacharelou-se em “Sciencias Jurídicas e Sociaes”, (bacharel em direito) em 1916, pela Faculdade de Direito do Largo de São Francisco, SP, ingressando imediatamente na policia judiciária. Militou no “Centro Acadêmico XI de Agosto” deixando sua passagem assinalada com grande brilhantismo nas lutas políticas, principalmente em 1912 quando a tradicional agremiação acadêmica passou por um dos mais agitados períodos de sua vida. Fazendo parte de sua diretoria, ocupando o cargo de procurador, tendo pelos seus méritos sido reeleito para o mesmo cargo no ano seguinte, merecendo aplausos não só de seus correligionários, como também de seus adversários.

Mesmo antes de formado, já se dedicava à polícia judiciária, tendo ocupado o cargo de Suplente de Delegado na 4ª Circunscrição da Capital em Junho de 1914. Fez carreira policial brilhante como delegado nos mais diversos postos na Capital e no Interior, culminando sua carreira como Delegado Regional de Santos, cargo de extrema importância, pois naquela época essa função abrangia também o Comando Geral da Policia Marítima que disciplinava não só a Imigração, como também a manutenção da ordem pública no maior porto da América Latina. Como justa e duradoura homenagem à sua atuação como Delegado Regional de Santos, foi inaugurado o seu busto, em bronze, no edifício do fórum de Santos, em Julho de 1930.

Para coroar sua brilhante carreira policial, em 27 de março de 1930 foi convidado pelo Governador do Estado, Júlio Prestes de Albuquerque, a ocupar o posto máximo da carreira policial, o de Chefe de Polícia do Estado de São Paulo. Exerceu o cargo até o dia 24 de outubro de 1930. 

Como Chefe de Polícia, resistiu à mão armada, até os últimos momentos, junto com o Governador Júlio Prestes de Albuquerque (já então eleito, proclamado e nunca empossado Presidente da República) a tomada do poder pelas tropas da ditadura Vargas.

Foi duramente perseguido pela ditadura, perdendo todos os privilégios trabalhistas conseguidos durante sua árdua carreira policial, sob a alegação de que como Chefe de Polícia (cargo político), havia abandonado a carreira policial.

Em 21 de setembro 1939, voltou a vida pública, tendo sido nomeado Prefeito Municipal de Santo André, pelo Interventor Federal no Estado de São Paulo, Dr. Adhemar Pereira de Barros. Na sua gestão na Prefeitura, além de reorganizar os caóticos setores administrativos e financeiros daquela municipalidade, teve, com a sua excepcional qualidade conciliadora, o grande mérito de acalmar os exaltados e quase violentos ânimos das duas facções políticas locais. Vale lembrar que naquela época o Município de Santo André era gigantesco e de excepcional importância econômica e política, pois, englobava toda a área territorial situada entre os municípios de São Paulo e Santos, incluindo os atuais municípios de Capuava, São Caetano, Santo André, São Bernardo do Campo, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires, Rio Grande da Serra, Paranapiacaba, etc. Durante sua gestão como prefeito, transferiu sua residência para uma chácara alugada da família Richers em Ribeirão Pires.

Político por excelência, no bom sentido da palavra, assessorou até os últimos dias seu cunhado Gabriel Monteiro da Silva, que teria sido o candidato mais viável à Presidência da Republica na sucessão do Marechal Eurico Gaspar Dutra, de quem era ministro chefe da casa civil, se não tivesse falecido em um acidente automobilístico, onde junto com Armando, se dirigia do Rio de Janeiro para Petrópolis para um banquete político. Armando, gravemente ferido nesse acidente, teve sérias sequelas que perduraram até seus últimos dias de vida.

Adorava levar os filhos para passeios de automóvel nos fins de semana visitando chácaras e sítios à venda nas redondezas de São Paulo. Gostava também de fazer compras no mercado Central, comer uma leitoa pururuca ou uma boa macarronada com a família. Era péssimo motorista, mas ensinou os filhos mais velhos à dirigir.

Era intransigente com tudo que se relacionasse com moral e honestidade, era também um mau negociante, - quando tinha a oportunidade de fazer uma boa compra, não fechava o negócio sem antes alertar o vendedor de todos as possíveis vantagens que ele poderia estar levando.

Homem sisudo, caráter excepcional, bom e generoso, sempre de bom humor e disposto a auxiliar os menos favorecidos e atender os apelos de quem dele precisasse, era adorado por seus auxiliares amigos e familiares. Era carinhoso e emotivo, não conseguindo muitas vezes esconder sua lágrimas. Em casa, com sua mulher e filhos, nunca perdia a paciência, não levantava o tom de voz e jamais teve com os filhos qualquer atitude violenta ou agressiva. Não sofismava, e seguia com rigor todas as regras que estabelecia para os outros, tendo dedicado toda a sua vida ao trabalho e a  família.

Em sua homenagem existe em São Paulo, a rua "Dr. Ferreira da Rosa”, no bairro de Vila Mariana, (travessa da Rua França Pinto).
Armando foi um dos sócios fundadores do Rotary Club de Santos em 26 de fevereiro de 1927.

1911

Solicitador nos auditórios da Comarca da Capital do Estado de São Paulo

1914

Suplente do 4º Sub Delegado de Policia da 4ª Circunscrição da Capital, SP

1915

Sub Delegado de Policia do Caguassú, 4º Circunscrição da Capital, SP

1916

Formou-se em Direito pela Faculdade de Direito do Largo São Francisco, SP

1916

Delegado de Policia de São Roque, SP

1917

Delegado de Policia em comissão de Itú, SP

1917

Delegado de Policia em comissão de São Carlos, SP

1917

Delegado de Policia de São Carlos, SP

1919

Delegado de Policia de Botucatu, SP

1920

Delegado de Policia da 4ª Circunscrição da Capital, SP

1921

Delegado de Policia Regional de Santos, SP

1925

Delegado de Vigilância Geral e Capturas do Gabinete Geral de Investigações, SP

1926

Delegado de Policia Regional de Santos, SP

1926

Delegado de Segurança Pessoal do Gabinete Geral de Investigações

1927

Delegado Regional da Policia de Santos com a Direção da Policia Marítima

1930

Chefe de Policia do Estado de São Paulo - Atualmente denominado Secretário da Segurança Pública

1930

Perseguido pela ditadura Vargas, atuou nos bastidores, sempre fazendo política

1939

Prefeito Municipal de Santo André, SP - Set. 1939 a outubro 1940

1940

Serventuário do 19º Tabelião de Notas da Capital, SP

1946

Serventuário do 3º Distribuidor e 6º Partidor da Comarca de São Paulo

1960

Aposentou-se, falecendo em 19 de dezembro de 1960

Endereços de residência da família

- Travessa do Paredão nº 4 - SP - atual rua Xavier de Toledo - nascimento Armando

- Chácara Bela Veneza – na região da rua Dona Hipolyta, Jardim Paulistano - SP

- Alameda Barros, 43 - SP – residência e local de falecimento de seu pai

- Rua Sergipe, 82 - posterior nº 686 - Higienópolis - SP - por ocasião de seu casamento

- Avenida Presidente Wilson, 68 - José Menino, Santos, SP - casado

- Rua Alfredo Ellis, 249 - (antigos 17 - 21) - Paraíso - SP - após o casamento em 1923

- Rua Sampaio Vidal (antiga “Dr. Rosa”), 424 - SP - local de seu falecimento

- Rua Itacolomy, 44 - 18º andar apto 1.801 - SP

- Rua Bela Cintra, 2.060 15º B - SP

- Rua Cuevas, 643 - SP - casa da sua filha Marília, onde Virgínia faleceu

Leia o discurso proferido por Armando por ocasião de homenagem realizada em São Paulo, em maio de 1930, por motivo de sua investidura no cargo de Chefe de Policia. (Atual cargo de Secretário de Segurança Pública)

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Maria Ribeiro Cajado de Oliveira

Fotografias

Mariazinha, como era conhecida, nasceu em Santos, no dia 5 de agosto de 1899 e faleceu em São Paulo, no dia 30 de junho 1992.
Casou-se em São Paulo no dia 9 de julho de 1926 com Álvaro Cajado de Oliveira. Álvaro nasceu em Dourado, SP no dia 05 de agosto de 1896 e faleceu em São Paulo no dia 14 de maio de 1967. Mariazinha morava em São Paulo à Rua Sabará, 410 Higienópolis, junto com a sua irmã Juliana (Tia Ju). Tiveram 3 filhos: Joaquim Ignácio, Ary e Anna Maria, todos os filhos nasceram em São Paulo.

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Áurea Ribeiro Freire de Carvalho

Fotografias

Nasceu em Santos, no dia 14 de março de 1901 e faleceu em São Paulo, no dia 9 de março 1997.
Casou-se em São Paulo no dia 26 de setembro de 1919 com Heitor Freire de Carvalho. Heitor nasceu em São Paulo, SP no dia 12 de janeiro de 1890 e faleceu em São Paulo no dia 13 de maio de 1967. Tiveram 4 filhos: Hugo, Heloisa Maria, Helena e Victor, todos os filhos nasceram em São Paulo.

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Evangelina Ribeiro Tavares

Fotografias

Eva nasceu no Rio de Janeiro, à rua São Clemente 106, no dia 14 de setembro de 1902 e faleceu em São Paulo, no dia 04 de abril de 1987.
Casou-se em São Paulo no dia 9 de maio de 1929 com Brenno Tavares. Brenno nasceu em São Paulo no dia 30 de dezembro de 1902 e faleceu na mesma cidade em 6 de maio de 2003 com 100 anos de idade. Tiveram 5 filhos: Zulmira, Flavio, Paulo, Oswaldo e Maria Lucia, todos nasceram em São Paulo.
Brenno era filho de Mário Tavares e de Zulmira Freire Tavares. Fez seus estudos na Escola-Modelo Caetano de Campos, no Ginásio do Estado de São Paulo e na Escola de Engenharia da Universidade Mackenzie, em cujo último ano ocupou a Presidência do Centro Acadêmico Horácio Lane. Desde a formatura exerceu a profissão em suas próprias organizações: Tavares e Pinheiro S.A. Engenharia, Indústria e Comércio, como Diretor-Presidente; Eaton S.A., como Diretor; ICM Indústria e Comércio de Máquinas, como Diretor-Gerente e Usina Central de Concreto S.A., onde exerceu o cargo de Diretor-Superintendente. Nas entidades de classe exerceu o cargo de Diretor-Tesoureiro do Instituto de Engenharia de São Paulo e o de Vice-Presidente da Associação dos Contratantes de Obras Públicas do Estado de São Paulo.
Ocupou, também, cargos nas Diretorias do Sindicato dos Engenheiros de São Paulo e no Sindicato da Indústria da Construção Civil das Grandes Estruturas do Estado de São Paulo, bem como o de membro dos Conselhos de Construção e de Administração do Palácio Mauá, como representante do Instituto de Engenharia. Foi, ainda, Conselheiro no Conselho Consultivo do Banco Paulista de Comércio S.A.
Coube à sua firma de engenharia a responsabilidade pela construção da igreja Nossa Senhora do Brasil, São Paulo, projeto do arquiteto Bruno Simões Magro, tendo, como engenheiro, supervisionado pessoalmente a sua execução, realizada graciosamente pelos que nela se empenharam.
Os dados sobre Brenno foram obtidos no volume VI de 1961 da publicação “Quem é Quem no Brasil” – biografias contemporâneas.

Engenheiro e empresário de sucesso, morava em São Paulo.

Celina Ribeiro Collett Solberg

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Nasceu no Rio de Janeiro, na rua Barão de Lucena, em Botafogo, em 29 de novembro de 1903 e faleceu em 03 de setembro de 1999 no Rio de Janeiro. Como todas as irmãs, Celina nunca freqüentou uma escola, recebendo uma educação de alto nível, em casa. Falava fluentemente Inglês e Francês, tendo obtido o título de Tradutora juramentada nestas duas línguas. Conhecia bem Espanhol e Italiano. Amava poesia e lembrava-se de dezenas delas recitando-as em várias línguas.Tocava piano, sendo Chopin seu autor predileto. Adorava óperas e sabia de cor as letras das mais famosas árias. Era eximia datilógrafa. Tinha uma vasta cultura, sempre surpreendendo seus filhos com seus conhecimentos de História, Geografia, Mitologia, Literatura e Português. Traduziu do inglês uma das primeiras obras sobre Organização Empresarial. Já com os filhos criados formou-se em Pedagogia Educacional pela Universidade Santa Úrsula.

Tinha uma grande amiga, a major do Exercito da Salvação, a norueguesa Helena Londahl com quem trabalhou em São Paulo, no Lar das Moças (Rancho do Senhor), obra de apoio às mães solteiras, que naquela época eram expulsas de casa e com freqüência eram levadas à prostituição para poderem sustentar os filhos.

Ao vir para o Rio, em 1943, trabalhou na Casa da Mãe sem Lar, junto com Carmem Bulhões Pedreira, na Gávea e depois fundou o  Amparo Maternal, no Rio Comprido, junto com madre Luiza Sampaio Viana, dedicando-se durante mais de 30 anos às mães e crianças desamparadas.

Lia avidamente, principalmente temas ligados à religião e espiritualidade, sempre em muita sintonia com as irmãs Branca e Lina, sua madrinha.

Foi uma mãe maravilhosa e uma avó incrível. Ao mesmo tempo em que era suave no trato, sabia ser muito firme e corajosa quando desafiada.

Casou-se em 25 de setembro de 1933 em São Paulo com Hans Birger Dimitri Collett Solberg. Bob, como era conhecido, nasceu em Cristiansand, na Noruega e veio para o Brasil para trabalhar numa empresa de um compatriota, em Santos. Foi lá que conheceu Celina, tendo como idioma comum o Inglês. Tinha um temperamento alegre, arrojado, esportivo e otimista. Foi um pai maravilhoso, companheiro dos filhos, incentivando em todos o espírito de aventura. Foi um dos pioneiros da caça submarina no Rio de Janeiro, praticando-a até depois dos 80 anos. Ele nasceu em 15 de novembro de 1906 Cristiansand, Noruega - naturalizado brasileiro em 9 de agosto de 1963 e faleceu em 04 de agosto de 2002 no Rio de Janeiro.

Era um trabalhador incansável, mas capaz de esquecer todos os problemas nos fins de semana, mesmo quando passando por momentos difíceis na sua empresa. Fazia “higiene mental” pelo esporte.

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Heloisa Ribeiro de Castro

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Era a filha caçula, a 22ª filha. Heloisinha nasceu no Rio de Janeiro, à rua São Clemente, 106, à 25 de maio de 1905, tendo logo em seguida se mudado com a família para São Paulo, onde casou-se em 08 de maio de 1930 com Ernesto Dias de Castro Filho.

Após o casamento foram morar na Rua Pirapitingui nº 159, SP, em uma casa construída pelo escritório de engenharia de Francisco de Paula Ramos de Azevedo, avô materno de seu esposo. A casa era geminada, sendo que a casa ao lado também pertencia a família. Na mesma rua, no número 111, morava Francisco de Paula Ramos de Azevedo.

Desquitou-se amigavelmente, após 10 anos de casada, em 02 de junho de 1941, mantendo, porém, o seu nome de casada. Separada de seu marido voltou a morar com a mãe e sua irmã solteira Juliana, à Rua Bahia, 160. Faleceu  em 18 de janeiro de 1979, aos 73 anos de idade, em São Paulo, e está sepultada no jazigo da família de seus pais, no cemitério da Consolação. Por ocasião de seu falecimento morava em São Paulo à Rua Sabará, 410 apto 41, Higienópolis.

Em seu testamento cerrado, manuscrito em 30 de maio de 1977, entre outros bens, deixou como legado à suas irmãs Maria Cajado de Olveira e Celina Ribeiro Collett Soberg, a casa onde morou com seu ex-marido, na rua Pirapitingui, 159.

Seu esposo, Ernesto Dias de Castro Filho, nasceu em 01 de agosto de 1903 e faleceu em 19 de setembro de 1986 e esta sepultado no jazigo da familia Ramos de Azevedo, no cemitério da Consolação.

Ernesto era engenheiro e tinha o apelido de Néco. Era filho de Ernesto Dias de Castro e de Lúcia Azevedo Dias de Castro e após a separação de sua esposa Heloisa Ribeiro, casou-se com Ana Rosa Menezes de Castro.

 

reprodução de sua assinatura em 1977

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