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Um pouco da história dos filhos de José Feliciano e Maria Angélica

 

Armando Ferreira da Rosa e Virginia

Olga e Gabriel Monteiro da Silva

Marieta e José Cândido de Souza

Durvalina e Derval Junqueira de Aquino

Sylvia e Francisco de Paula Pinto Hartung

 

Armando Ferreira da Rosa

Fotografias

Armando nasceu em São Paulo, na Travessa do Paredão nº 4 (hoje rua Xavier de Toledo), às 07:30 horas do dia oito de setembro de 1890, vindo a falecer na mesma cidade, na Rua Sampaio Vidal nº 424, às 21 horas do dia 19 de dezembro de 1960.

Casou-se no dia 11 de outubro de 1923 com Virginia Cândida Ribeiro, que passou a chamar-se Virginia Cândida Ribeiro Ferreira da Rosa. Virginia era filha de Francisco de Paula Ribeiro e Maria Isabel Coutinho Ribeiro, e nasceu em Santos no dia 24 de março de 1898 vindo a falecer em São Paulo, em sua residência na rua Cuevas 643, às 22 horas do dia 22 de junho de 1993. O casamento civil e religioso realizou-se às 16 horas, na residência dos pais da noiva, à Avenida Paulista, 124, São Paulo, tendo o ato sido registrado no 17º Sub-Distrito da Bela Vista, São Paulo, SP  Livro B-15 Termo 282 Fls. 134. Tiveram 8 filhos: Martinho, Yolanda, Roberto, Ricardo, Marilia, Guilherme, Marcos e Haroldo. A exceção de Roberto, que nasceu em Santos, SP, todos os outros nasceram em São Paulo.

Armando, seguindo o exemplo de seu pai em 1877, bacharelou-se em “Sciencias Jurídicas e Sociaes”, (bacharel em direito) em 1916, pela Faculdade de Direito do Largo de São Francisco, SP, ingressando imediatamente na policia judiciária. Militou no “Centro Acadêmico XI de Agosto” deixando sua passagem assinalada com grande brilhantismo nas lutas políticas, principalmente em 1912 quando a tradicional agremiação acadêmica passou por um dos mais agitados períodos de sua vida. Fazendo parte de sua diretoria, ocupando o cargo de procurador, tendo pelos seus méritos sido reeleito para o mesmo cargo no ano seguinte, merecendo aplausos não só de seus correligionários, como também de seus adversários.

Mesmo antes de formado, já se dedicava à polícia judiciária, tendo ocupado o cargo de Suplente de Delegado na 4ª Circunscrição da Capital em Junho de 1914. Fez carreira policial brilhante como delegado nos mais diversos postos na Capital e no Interior, culminando sua carreira como Delegado Regional de Santos, cargo de extrema importância, pois naquela época essa função abrangia também o Comando Geral da Policia Marítima que disciplinava não só a Imigração, como também a manutenção da ordem pública no maior porto da América Latina. Como justa e duradoura homenagem à sua atuação como Delegado Regional de Santos, foi inaugurado o seu busto, em bronze, no edifício do fórum de Santos, em Julho de 1930.

Para coroar sua brilhante carreira policial, em 27 de março de 1930 foi convidado pelo Governador do Estado, Júlio Prestes de Albuquerque, a ocupar o posto máximo da carreira policial, o de Chefe de Polícia do Estado de São Paulo. Exerceu o cargo até o dia 24 de outubro de 1930. 

Como Chefe de Polícia, resistiu à mão armada, até os últimos momentos, junto com o Governador Júlio Prestes de Albuquerque (já então eleito, proclamado e nunca empossado Presidente da República) a tomada do poder pelas tropas da ditadura Vargas.

Foi duramente perseguido pela ditadura, perdendo todos os privilégios trabalhistas conseguidos durante sua árdua carreira policial, sob a alegação de que como Chefe de Polícia (cargo político), havia abandonado a carreira policial.

Em 21 de setembro 1939, voltou a vida pública, tendo sido nomeado Prefeito Municipal de Santo André, pelo Interventor Federal no Estado de São Paulo, Dr. Adhemar Pereira de Barros. Na sua gestão na Prefeitura, além de reorganizar os caóticos setores administrativos e financeiros daquela municipalidade, teve, com a sua excepcional qualidade conciliadora, o grande mérito de acalmar os  exaltados e quase violentos ânimos das duas facções políticas locais. Vale lembrar que naquela época o Município de Santo André era gigantesco e de excepcional importância econômica e política, pois, englobava toda a área territorial situada entre os municípios de São Paulo e Santos, incluindo os atuais municípios de Capuava, São Caetano, Santo André, São Bernardo do Campo, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires, Rio Grande da Serra, Paranapiacaba, etc. Durante sua gestão como prefeito, transferiu sua residência para uma chácara alugada da família Richers em Ribeirão Pires.

Político por excelência, no bom sentido da palavra, assessorou até os últimos dias seu cunhado Gabriel Monteiro da Silva, que teria sido o candidato mais viável à Presidência da Republica na sucessão do Marechal Eurico Gaspar Dutra, de quem era ministro chefe da casa civil, se não tivesse falecido em um acidente automobilístico, onde junto com Armando, se dirigia do Rio de Janeiro para Petrópolis para um banquete político. Armando, gravemente ferido nesse acidente, teve sérias seqüelas que perduraram até seus últimos dias de vida.

Adorava levar os filhos para passeios de automóvel nos fins de semana visitando chácaras e sítios à venda nas redondezas de São Paulo. Gostava também de fazer compras no mercado Central, comer uma leitoa pururuca ou uma boa macarronada com a família. Era péssimo motorista, mas ensinou os filhos mais velhos à dirigir.

Era intransigente com tudo que se relacionasse com moral e honestidade, era também um mau negociante, - quando tinha a oportunidade de fazer uma boa compra, não fechava o negócio sem antes alertar o vendedor de todos as possíveis vantagens que ele poderia estar levando.

Homem sisudo, caráter excepcional, bom e generoso, sempre de bom humor e disposto a auxiliar os menos favorecidos e atender os apelos de quem dele precisasse, era adorado por seus auxiliares, amigos e familiares. Era carinhoso e emotivo, não conseguindo muitas vezes esconder sua lágrimas. Em casa, com sua mulher e filhos, nunca perdia a paciência, não levantava o tom de voz e jamais teve com os filhos qualquer atitude violenta ou agressiva. Não sofismava, e seguia com rigor todas as regras que estabelecia para os outros, tendo dedicado toda a sua vida ao trabalho e a  família.

Em sua homenagem existe em São Paulo, a rua "Dr. Ferreira da Rosa”, no bairro de Vila Mariana, (travessa da Rua França Pinto).
Armando foi um dos sócios fundadores do Rotary Club de Santos em 26 de fevereiro de 1927.

1911 Solicitador nos auditórios da Comarca da Capital, SP
1914 Suplente do Delegado de Policia da 4ª Circunscrição da Capital, SP
1915 Sub Delegado de Policia do 4º Circunscrição da Capital, SP
1916 Formou-se em Direito pela Faculdade de Direito do Largo São Francisco
1916 Delegado de Policia de São Roque, SP
1917 Delegado de Policia em comissão de Itú, SP
1917 Delegado de Policia em comissão de São Carlos, SP
1917 Delegado de Policia de São Carlos, SP
1919 Delegado de Policia de Botucatu, SP
1920 Delegado de Policia da 4ª Circunscrição da Capital, SP
1921 Delegado de Policia Regional de Santos, SP
1925 Delegado de Vigilância Geral e Capturas do Gabinete Geral de Investigações, SP
1926 Delegado de Policia Regional de Santos, SP
1926 Delegado de Segurança Pessoal do Gabinete Geral de Investigações
1927 Delegado Regional da Policia de Santos com a Direção da Policia Marítima
1930 Chefe de Policia do Estado de São Paulo - Atualmente denominada Secretária da Segurança Pública
1930/39 Perseguido pela ditadura Vargas, atuou nos bastidores, sempre fazendo política
1939/40 Prefeito Municipal de Santo André, SP - Set. 1939 a outubro 1940
1940 Serventuário do 19º Tabelião de Notas da Capital, SP
1946 Serventuário do 3º Distribuidor e 6º Partidor da Comarca de São Paulo
1960 Aposentou-se, falecendo em 19 de dezembro de 1960

Virgínia, sua esposa, era uma mulher e mãe de qualidades excepcionais, não é ao acaso o ditado popular "Atrás de um grande homem existe sempre uma grande mulher"  Durante toda sua vida, além de ser uma verdadeira companheira de seu esposo, auxiliando-o nas horas difíceis, foi sempre uma mãe extremosa, até os últimos dias de sua vida.

Residências da família

- Travessa do Paredão, 4 - São Paulo - Atual Rua Xavier de Toledo - Nascimento Armando

- Chácara Bela Veneza – na região da rua Dona Hipolyta, Jardim Paulistano - São Paulo

- Alameda Barros, 43 São Paulo – Residência e local de falecimento de seu pai

- Rua Sergipe, 82 - posterior nº 686 - Higienópolis - São Paulo - Por ocasião de seu casamento

- Avenida Presidente Wilson, 68 - José Menino, Santos, SP - Casado

- Rua Alfredo Ellis, 249 - (antigos 17 - 21) - Paraíso - São Paulo - após o casamento em 1923

- Rua Sampaio Vidal (antiga “Dr. Rosa”), 424 - Jardim Paulistano - São Paulo- Local de seu falecimento

- Rua Itacolomy, 44 - 18º andar apto 1.801 - Higienópolis - São Paulo

- Rua Bela Cintra, 2.060 15º B - Cerqueira César - São Paulo

- Rua Cuevas, 643 - Alto da Lapa - São Paulo - Casa da sua filha Marília,  onde sua mulher Virginia faleceu

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Olga Monteiro da Silva

Fotografias

Gabriel Monteiro da Silva era mineiro, natural de Alfenas e nasceu no dia 17 de setembro de 1900 tendo falecido no dia 05 de dezembro de 1946. Casou-se com  Olga Ferreira da Rosa, que após o casamento passou a chamar-se Olga Monteiro da Silva, no dia 16 de fevereiro de 1925, na cidade de São Paulo. Ela nasceu em São Paulo no dia 06 de julho de 1905 e faleceu em São Paulo no dia 05 de maio de 1982. Tiveram 2 filhos: Alaôr Augusto e Rachel.
Ele era filho do Dr. Elias Pio Monteiro da Silva e de Dona Olinta Monteiro da Silva. Fez seus estudos primários em Alfenas, MG, até 1912. De 1912 a 1917 cursou o Instituto Moderno de Educação, em Santa Rita do Sapucaí, MG, quando se transferiu para São Paulo e matriculou-se no Ginásio Anglo Brasileiro, prestando exames finais no Externato Pedro I, em São Paulo, SP. Em 1920 ingressou na Faculdade de Direito do Largo São Francisco, SP, bacharelando-se em 1924. Durante o curso acadêmico, trabalhou no jornal “O Estado de São Paulo” como revisor, no “Diário Popular” como repórter Forense e em outros jornais paulistanos. Já formado, foi convidado pelo Dr. Mário Tavares, secretário da Fazenda na época, para diretor secretário do Instituto do Café de São Paulo, passando no governo Júlio Prestes a consultor jurídico do mesmo instituto. De 1930 a 1941 exerceu advocacia no foro da capital, sendo membro destacado do Conselho da Ordem dos Advogados, SP. Aí o foi buscar o interventor Fernando Costa, do qual era grande amigo, para dirigir o Departamento das Municipalidades. Sua nomeação deu-lhe ensejo de por à prova, mais uma vez, sua capacidade administrativa, prestando ao nosso interior, através da nomeação de seus prefeitos, todo o apoio que dele era reclamado. Na presidência do Conselho Regional de Esportes e na Comissão Revisora de Organização Judiciária e Administrativa, enfim nos diversos cargos que ocupou prestou, com honestidade comprovada, os mais assinalados serviços à coletividade paulista.
Convidado pelo embaixador Macedo Soares a permanecer na direção do Departamento de Municipalidades e incluindo seu nome na chapa para deputado Federal por São Paulo, pelo Partido Social Democrata, veio a exonerar-se da alta administração paulista, bem como renunciar a sua candidatura à Deputado Federal, para se dedicar, junto com seus irmãos, exclusivamente à advocacia.
Em 1946 foi convidado pelo recém eleito Presidente da República Eurico Gaspar Dutra, para exercer a chefia de sua Casa Civil, cargo que aceitou e desincumbiu com a conhecida e habitual competência e devotamento quando, em 05 de dezembro de 1946 faleceu vítima de um acidente automobilístico na estrada Rio-Petrópolis. Nesse mesmo acidente estava seu cunhado Armando Ferreira da Rosa que sobreviveu com graves ferimentos e fraturas generalizadas. Nessa época, era visto como sucessor natural de Dutra nas eleições seguintes para a Presidência da República.
Era um esportista nato, foi beque do Paulistano e 3ª série de tênis do clube Harmonia onde jogava todos os fins de semana.
Foi Presidente do Conselho Nacional de Desportos de 1941 a 1945 e também diretor da Federação Paulista de Futebol. São Paulino roxo, conviveu muito no meio futebolístico com Laudo Natel, Porfírio da Paz, Mário Tavares Filho, Ferreira Keffer e outros.
Ele era parente de José Cândido de Souza, que viria a ser seu futuro concunhado, e quando vinha a São Paulo, morava na sua chácara e estando perfeitamente integrado na família, foi aí que conheceu sua futura esposa.
Em sua homenagem a Rua Dona Hyppolita (que era a mãe de seu sogro José Feliciano Ferreira da Rosa), onde morava, no Jardim Paulistano, SP, foi renomeada, após seu falecimento, para Alameda Gabriel Monteiro da Silva.

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Maria Angélica Ferreira da Rosa e Souza

Fotografia

José Cândido de Souza, "Zé Cândido", nasceu no dia 06 de setembro de 1866 tendo falecido em São Paulo no dia 18 de setembro de 1937. Casou-se em São Paulo, no 05 de janeiro de 1905 com Maria Angélica Ferreira da Rosa (Marieta) que após o casamento passou a chamar-se Maria Angélica Ferreira da Rosa e Souza. Ela nasceu em Batataes no dia 13 de abril de 1886 tendo falecido em São Paulo no dia 01 de março de 1951. Tiveram 11 filhos: Paulo Cândido, Jorge Cândido, Lygia, José Cândido, Linneu Carlos, Mauro Cândido, Oswaldo Cruz, Plínio Cândido, Ciro Cândido, Hélio Cândido e Maria Angélica. 

Vera Hellena Erhart de Souza Dias, nora de seu neto Pedro Luís de Souza Dias, escreveu o livro "E...A ESTÓRIA CONTINUA – 100 anos de uma família brasileira”, em 1989. Deste livro foram tiradas essas passagens.

Foi no ano de 1866 que nasceu o filho único de Mariana Junqueira de Souza Dias e Cândido de Souza Dias, na pequena Vila de Santo Antônio do Machado, em Minas Gerais.

Seu pai morreu aos 28 anos devido a um acidente involuntário com uma arma. Sua mãe, então com 19 anos, casou-se novamente com Francisco Rodrigues de Paiva e teve 4 filhas. Suas meias-irmãs: Josefina – Finota - casada com o Desembargador Luciano Souza Lima, Dolores casada com Raul de Barros Magalhães, Heponina casada com Gabriel Antônio S. Oliveira (tio Bié) e Leontina casada com Amarílio Pinto de Magalhães.

Naquela época, sendo o único filho homem, tinha que ajudar na fazenda. Uma de suas funções era ser candeeiro, aquele meninote que vai à frente da boiada com um varão orientando o caminho.

O garoto queria aprender e a mãe ensinou tudo que sabia.

Foi somente aos 12 anos que conseguiu vencer a resistência do padrasto para estudar na vila à noite, depois de trabalhar o dia inteiro. Assim o pároco lhe passou todos os conhecimentos.

Em 1.884, quando tinha apenas 18 anos, negociou a parte da herança que lhe cabia, pela morte de seu pai, recebendo metade da fazenda e 5 escravos. Libertou os escravos, vendeu as terras, e foi para Paris, na época centro cultural do mundo.

Bacharelou-se pela Universidade de Montpelier em Ciências Físicas e Naturais (história natural, física e química). Foi aluno de Pasteur, cursando até o 4º ano de medicina quando voltou ao Brasil por motivo de doença.

Quando retornou da Europa muito doente, desenganado pêlos doutores da época, voltou porque queria morrer em seu país.

Durante muito tempo hospedou-se na fazenda de parentes e através de um tratamento naturalista na base de coalhadas e andar descalço na terra pela manhã ele foi lentamente se restabelecendo.

Professor concursado (lente) do Ginásio do Estado da Capital, SP, durante 43 anos educou várias gerações.

Ele era carinhosamente chamado pêlos seus alunos de Professor Candão ou Zé Candão.

Após seu casamento, foi morar na Rua Taguá, SP, depois, durante 3 ou 4 anos estiveram numa chácara onde hoje é a Sociedade Harmonia de Tênis. O clube Harmonia surgiu de uma dissidência de sócios do clube Paulistano que achavam que o clube estava ficando muito popular. Entre os dissidêntes estava Jorge Cândido de Souza Dias (seu filho e futuro tesoureiro do clube).  A primeira sede do clube foi instalada na chácara. Essa chácara pertencia a Martinho Ferreira da Rosa (tio de sua esposa). Lá nasceram 2 filhos, Lígia e Zezé.

A Rua Dona Veridiana, atrás da Santa Casa, foi a sua nova casa. Eram vizinhos do Dr. Júlio Prestes de Albuquerque (Governador do Estado de São Paulo)

Em 1916 mudaram-se para uma chácara comprada do mesmo tio Martinho.

A chácara Boa Vista, tinha aproximadamente 7 alqueires e era cortada pela antiga Estradas das Boiadas, atual Av. Diógenes Ribeiro de Lima. Foi aqui que criou e educou seus 11 filhos, sempre recebendo sobrinhos e amigos.

As terras pertencentes a Cia City, que terminavam na porteira da chácara, foram arrendadas e serviam de depósito de lixo do Jardim América, utilizado para alimentar uma criação de porcos. A parte biodegradável era amontoada para fermentar e posteriormente ser usada como adubo nas hortas. O mal cheiro, moscas e mosquitos que proliferavam no local era insuportável.

Cansada de tanto sacrifício e querendo estar mais perto de seus filhos e netos, Marieta tomou todas as providências sozinha. Pegou o jornal, procurou uma casa para alugar, mobiliou-a inteirinha e mudou-se com os filhos mais velhos e Maria Angélica. Zé Cândido ficou na chácara com os filhos menores. Após dois meses e muita conversa e insistentes pedidos de sua mulher, decidiu, em 1934, se mudar para a nova casa, localizada na Rua Sabará, em Higienópolis. Manteve a chácara como área de lazer e fins de semana.

Monteiro Lobato, amigo de Zé Cândido, todas as vezes que ia visitá-lo na chácara, enchia sua cabeça com estórias sobre petróleo.

Amigo de Júlio Prestes e Washington Luis, foi um dos grandes intelectuais da época.

Respeitava e considerava muito as pessoas pêlos seus valores morais, independentemente de sua situação financeira.

Positivista, botânico, naturalista falava pouco e ensinava com pequenos provérbios.

- Quem boa cama faz nela se deita

- Nunca diga que desta água não beberei

- Cada um é arquiteto de sua própria personalidade

- Seja honesto nem que seja por interesse

- O trabalho é a única forma permanente de felicidade

- O saber não ocupa lugar

- Trabalhe como se tivesse de viver eternamente e viva como se fosse morrer amanhã

Era diabético e essa foi a principal causa de sua morte.

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Durvalina Ferreira da Rosa e Aquino

Fotografia

Derval Junqueira de Aquino nasceu em Três Corações (Lavras), MG, na fazenda Atalho,  em 20 de setembro de 1881 e faleceu em São Paulo em 27 de junho de 1961. Casou-se em São Paulo em 30 de novembro de 1911 com Durvalina Ferreira da Rosa que após o casamento passou a chamar-se Durvalina Ferreira da Rosa e Aquino. Durvalina nasceu em Batataes em 02 de setembro de 1884 e veio a falecer em São Paulo em 20 de abril de 1941. Tiveram 10 filhos: Paulo, Maria Conceição, Derval, José Feliciano, Maria Apparecida, Luiz Gonzaga, Gabriel Arcanjo, Antonio Olintho, Geraldo e Maria Theresa.

Ele era filho de Antônio Ferreira de Aquino e de Mariana Gabriela de Andrade Junqueira (casados em 25 de novembro de 1865, em Três Corações, MG).

Neto paterno do “Major” João Ferreira de Aquino e Ana Luíza Álvares, moradores em Minas Gerais e neto materno do “Major” Gabriel José Junqueira e Cândida Bernardina de Andrade, proprietários e residentes na fazenda “Atalho” em Três Corações, MG. 

Formado em contabilidade em Juiz de Fóra, MG, e depois de casado e com vários filhos, em 1921, bacharelou-se em Direito, pela Faculdade de Direito do Largo de São Francisco, SP.

Tinha um escritório de advocacia em São Paulo, na Praça da Sé nº 23.

Na revolução de 1932, serviu como guarda-noturno voluntário.

Em 1922 adquiriu de seu irmão Gustavo Olyntho de Aquino a Fazenda Nossa Senhora da Conceição da Bela Vista, conhecida por Fazendinha, com aproximadamente 250 alqueires, localizada no atual município de Carapicuíba, na periferia da cidade de São Paulo.

Segundo uma tradição de família, o sobrenome “Aquino” se originou da devoção de um antepassado por São Tomás de Aquino.

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Sylvia Ferreira da Rosa Hartung

Francisco de Paula Pinto Hartung nasceu em Petrópolis, estado do Rio de Janeiro em outubro de 1895 e faleceu em São Paulo no dia 14 de julho de 1953, em sua residência à Avenida Brasil 904. Ele era filho de Afonso Hartung e Ana Mathilde Pinto Hartung. Casou-se em São Paulo em setembro de 1923 com Sylvia Ferreira da Rosa que após o casamento passou a chamar-se Sylvia Ferreira da Rosa Hartung. Sylvia nasceu em São Paulo no dia 05 de fevereiro de 1896 e veio a falecer em São Paulo no dia 10 de novembro de 1980. Ele era médico otorrinolaringologista.