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Biografia e genealogia de José Feliciano e Maria Angélica

José Feliciano

Maria Angélica

José Feliciano Ferreira da Rosa

Maria Angélica Martins Cruz (Maria Angélica Cruz da Rosa após o casamento)

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Um pouco da história de José Feliciano e Maria Angélica
 

José Feliciano Ferreira da Rosa (Dr. Rosa), nasceu no dia 09 de junho de 1852 e foi batizado em 20 de junho do mesmo ano (certidão de batismo da Paróquia do Senhor Bom Jesus da Cana Verde, Batataes, SP, Livro 02, Fls. 340). Casou-se em Jundiahy, SP, no dia 15 de setembro de 1878 (16 de julho de 1879 – As três Ilhoas 2/1, pag. 389)) com Maria Angélica Martins Cruz (Mariquinhas), que passou a chamar-se Maria Angélica Cruz da Rosa após o casamento. Ela nasceu em Jundiahy, SP, no dia 3 de abril de 1863. Ambos faleceram em São Paulo, ela no dia 17 de novembro de 1938 (certidão de óbito do 20º cartório Registro Civil da Comarca de São Paulo - Livro C15 - Fls. 36  número 5633) e ele no dia 15 de setembro de 1910 (certidão de óbito do 11º Registro Civil da Comarca de São Paulo – livro C19 – fls. 159V  número 519). Tiveram 10 filhos: Hyppólita Ferreira da Rosa, José Feliciano Ferreira da Rosa Filho, Evelina Ferreira da Rosa, Durvalina Ferreira da Rosa, Maria Angélica Ferreira da Rosa - Marieta, Armando Ferreira da Rosa, Ana Alexandrina Ferreira da Rosa, Ordália Ferreira da Rosa, Sylvia Ferreira da Rosa e Olga Ferreira da Rosa.
José Feliciano faleceu em sua residência à Alameda Barros, 43, São Paulo, SP, as 23:00 horas, de epitelioma da laringe. Atestado de óbito firmado pelo Dr. Ignacio M. Rezende.

Notícia de fallecimento publicada no jornal “Correio Paulistano” em 17 de setembro de 1910, Sabbado.
Victimado por antigos padecimentos, falleceu ante-hontem, às 11 horas da noite, o Dr. José Feliciano Ferreira da Rosa, estimado advogado do nosso foro. Falleceu em sua residencia à Alameda Barros, 43.   Era irmão de...

Maria Angélica faleceu aos 75 anos de idade, de nefrite colebacelar, intoxicação e insuficiência cardio renal, à rua Dona Hypolita, 91, antigo 31 (Jardim Paulistano, São Paulo, SP), às 05:50 horas. Deixou 27 netos e 3 bisnetos.
Ambos foram sepultados no jazigo da família, no Cemitério da Consolação, SP, localizado na Quadra 57 Terreno 11.

Chácara Bella Veneza - Tela bordada supostamente por Maria Angélica

 

Maria Angélica supostamente bordou a tela acima,  que retrata a casa da chácara Bella Veneza com a sua igrejinha ao lado do corpo da casa, onde aos domingos, o Cônego Eugênio Leite rezava missa. Essa tela, em perfeito estado de conservação, ficava na sala de jantar de sua casa na rua Dona Hyppolita, tendo lá ficado até a venda do imóvel, época em que foi transferida para a casa de sua filha Sylvia e atualmente encontra-se na casa de sua neta paterna Marilia Ferreira da Rosa Pinto Rodrigues.
Parte de suas vidas eles viveram nessa casa. Na chácara havia plantação de chá e uva e faziam vinho em casa e vendiam leite para São Paulo.
Em 1894 fez parte de um processo de divisão (ação de homologação de divisão do 1º Officio Cível de São Paulo, Arquivo do Estado – Leopoldina -  pacote nº 60 do ano de 1894), no qual a Chácara Bella Veneza, com 149,97 alqueires, foi dividida em 6 quinhões, entre seus proprietários, Dr. José Feliciano Ferreira da Rosa, Tenente Coronel Joaquim Ferreira da Rosa, Tenente Coronel Martinho Ferreira da Rosa, Anna Esmeraldina de Lima, Maria Carolina Corrêa da Rosa e Tenente Coronel Boaventura Ferreira da Rosa. Foi atribuída à divisão o valor de RS 400:000.000 (quatrocentos contos de reis). A maior parte da área pertencia a José Feliciano (37,35 alqueires). Esse processo encontra-se extraviado nos arquivos do estado, existindo porém a planta da divisão e o levantamento topográfico da área que deu origem a divisão. 
Por outro lado, a Partilha Amigável, também do 1º Officio Civel, do ano de 1911, (Arquivo do Estado – Leopoldina -  pacote nº 576 do ano de 1911) relativa a divisão da parte da Chácara Bella Veneza de propriedade de Maria Carolina Corrêa da Rosa, entre seus herdeiros (Maria Corrêa da Silva, Joaquim Prudente Corrêa, Prudente Rosa Corrêa e João Ferreira da Rosa), foi localizado e encontra-se no Museu do Palácio da Justiça, SP (processo número 370 dos arquivos do museu), conforme despacho do Juiz, face a importância histórica dos autos.
Existe também uma outra planta (o processo não foi localizado), relativa a divisão da parte da Chácara Bella Veneza que pertencia ao Tenente Coronel Boaventura Ferreira da Rosa e dividida entre seus herdeiros. (Antonio Ferreira da Rosa Sobrinho e outros).

A Chácara Bella Veneza, conforme planta acima e levantamento topográfico existente (aprox. 1894), tinha um perímetro aproximado, compreendido entre o Rio Pinheiros (antes de ser retificado), Rua Estados Unidos, Avenida 9 de Julho e a Rua dos Pinheiros.

O tetravô materno de Maria Angélica, Clemente José Gomes Camponeses, tinha um sítio em Pinheiros (pesquisa do genealogista Marco Polo T. Dutra P. da Silva publicada no livro “Uma Família Silva na São Paulo Setecentista”.) Esse sítio foi comprado aproximadamente em 1770, pois em 1772 o pe. Salvador de Camargo Lima cobra dele, na justiça, 17.775 réis e juros de mora por um crédito que fizera para a compra do referido sítio. Em 1777 o sítio do casal foi visitado novamente pela justiça de Sua Magestade e o oficial arrestou bens para cobrir uma dívida de 402.624 réis, devida ao sargento-mór Manuel José Gomes. Entre os seus bens, por ocasião de sua morte, constava uma fazenda de gado denominada Rio Verde, às margens do Rio Pinheiros, e um terreno entre o Rio Verde e a Água Branca.
Na relação dos bens de um de seus filhos, Luis Antonio da Silva Freire (trisavô materno de Maria Angélica), consta que o casal deixou gado, lavouras e escravos em sua parcela da Fazenda Rio Verde (herdada de seu pai), em Pinheiros, SP, às margens do rio desse nome.
Numa primeira análise, tudo indica que  essa "Fazenda Rio Verde" ou parte dela é a mesma área que mais de um século mais tarde veio a pertencer a José Feliciano Ferreira da Rosa e outros, esposo de Maria Angélica. 

Maria Angélica

Ao falecer deixou bens, sem deixar testamento ou qualquer disposição de sua última vontade, (deixou 33 bens, entre casas, terrenos, ações, contas bancárias e créditos) no valor de R$ 950.700$000, que foram partilhados entre seus filhos, conforme “Escriptura de Partilha amigavel” de 16 de agosto de 1939, Livro 414 fls. 75 do Cartório do 4º Tabelião, São Paulo, SP.
A casa onde Maria Angélica veio a falecer, na rua Dona Hyppolita, atual alameda Gabriel Monteiro da Silva (seu genro, casado com sua filha Olga Monteiro da Silva) – (Hyppolita Carolina Dias de Gouvea era a mãe de seu esposo) – estava localizada aproximadamente no centro da Chácara Bella Veneza, onde haviam morado anteriormente. O terreno dessa casa foi por ela re-adquirido anos mais tarde, da Companhia Brasileira de Immóveis e Construções S.A., em 20 de julho de 1923 pela quantia de RS9:750.000 (nove contos setecentos e cincoenta mil reis), conforme escriptura de compra e venda e desligamento de 08 de outubro de 1924, livro nº 153 folhas 19 Vº do 7º Tabelião de Notas, São Paulo, SP. O terreno era o lote 74 da planta do loteamento, distando 51 metros da esquina da rua Groenlândia, medindo 15 metros de frente por 50 metros de profundidade. Era sua vizinha pelo lado direito de quem da rua olha para o terreno, sua filha Olga que comprou o terreno nessa mesma data. Pelo lado esquerdo, sua filha Evelina também adquiriu um terreno tendo posteriormente também construído uma casa.

José Feliciano

Após seu casamento em Jundiahy, retornou à Batataes onde exercia a sua profissão de advogado e nasceram os seus primeiros filhos. Mudou-se para São Paulo, aproximadamente em 1888, tendo morado parte de sua vida, com a família, na chácara Chácara Bella Veneza (antiga Água Branca).
Bacharel em "sciencias sociaes e juridicas" pela Faculdade de Direito do Largo de São Francisco, SP, tendo obtido seu diploma em 03 de novembro de 1877.
Iniciou sua carreira de bacharel em direito em Batataes, posteriormente foi juiz itinerante e por ocasião do seu falecimento praticava advocacia na cidade de São Paulo.
Nasceu num sobrado em Batataes, SP. A casa de seu pai, Joaquim Ferreira da Rosa era na rua do Chafariz, posteriormente rua da Quitanda e atualmente rua Coronel Joaquim Rosa.
Era um monarquista. Foi advogado e juiz em Mocóca, SP. Ao ser transferido para Jundiahy, SP, conheceu sua futura esposa.
A rua Sampaio Vidal, no Jardim Paulistano, São Paulo, SP, chamava-se Rua "Dr. Rosa" em sua homenagem. Por óbvias razões políticas , mudaram o nome para Rua Sampaio Vidal. A justificativa política da mudança de nome foi que já existia uma outra rua em São Paulo, SP, no bairro de Vila Mariana, (travessa da Rua França Pinto) chamada Rua Dr. Ferreira da Rosa, nome esse dado em homenagem a seu filho Armando Ferreira da Rosa, em outra época e por outras razões.
Sua filha Sylvia construiu um edifício de apartamentos residenciais na Praça Comendador Manuel de Melo Pimenta, 12, São Paulo, SP, colocando o nome do prédio de "Edifício José Feliciano Ferreira da Rosa" em sua homenagem.
Eles também moraram na Travessa do Paredão nº 4, atual Rua Xavier de Toledo, e na Rua Sergipe.

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